Qual música é a mais indicada?
Músicas com ritmo muito marcante, não servem para o relaxamento, como por exemplo, o rock. O ritmo do rock é constante, ao passo que no relaxamento, a tendência é diminuir o pulso e o ritmo da respiração.
Cada ritmo musical produz um trabalho e um resultado diferente no corpo. Assim há músicas que provocam nostalgia, outras alegria, outras, tristeza, outras melancolia, etc.
Alguns tipos de música podem servir de guia para as necessidades de cada pessoa. Bach, por exemplo, pode ajudar muito no aprendizado e na memória, Rossini, com Guilherme Tell e Wagner, com as Walkirias, ajudam especialmente no tratamento de pacientes com depressão. As valsas de Strauss podem contribuir e muito, para os momentos em que se necessita um maior relaxamento, estando bem indicadas para salas de parto. As marchas são um tipo de música que transmite energia, tão importante e escassa em áreas hospitalares de pacientes em convalescença.
Um bom exemplo disso tem sido o uso da musicoterapia, no auxílio do tratamento da doença de Alzheimer. Doença de caráter progressivo e degenerativo tem, entre seus primeiros sinais, o esquecimento, a dificuldade de estabelecer diálogos, as mudanças de atitude e a diminuição da concentração e da atenção. A musicoterapia ajuda a estimular a memória, a atenção e a concentração, o contato com a realidade e o esforço da identidade. Trabalha-se ainda a estimulação sensorial, a auto-estima e a expressão dos sentimentos e emoções.
A melhor ajuda que o tratamento dos pacientes, utilizando a música, pode proporcionar, é que ela, como terapia, torna os obstáculos da doença mais amenos e mais fáceis de serem ultrapassados.
Fonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-musicoterapia/index.php
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11 de set. de 2008
Indicações da Musicoterapia
Sendo inerente ao ser humano, a música é capaz de estimular e despertar emoções, reações, sensações e sentimentos.Qualquer pessoa é susceptível de ser tratada com musicoterapia. Ela tanto pode ajudar crianças com deficiência mental, quanto pacientes com problemas motores, aqueles que tenham tido derrame, os portadores de doenças mentais, como o psicótico, ou ainda pessoas com depressão, estressadas ou tensas. Tem servido também para cuidar de aidéticos e indivíduos com câncer. Não há restrição de idade: desde bebês com menos de um ano até pessoas bem idosas, todos podem ser beneficiados.
Particularmente são indicados no autismo e na esquizofrenia, onde a musicoterapia pode ser a primeira técnica de aproximação. A musicoterapia é aplicável ainda em outras situações clínicas, pois atua fundamentalmente como técnica psicológica, ou seja, reside na modificação dos problemas emocionais, atitudes, energia dinâmica psíquica, que será o esforço para modificar qualquer patologia física ou psíquica. Pode ser também coadjuvante de outras técnicas terapêuticas, abrindo canais de comunicação para que estas possam atuar eficazmente.
Fonte:http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-musicoterapia/index.php
O que é Musicoterapia?
Musicoterapia é a utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, mentais, sociais e cognitivas.
A Musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor organização intra e/ou interpessoal e, conseqüentemente, uma melhor qualidade de vida, através da prevenção, reabilitação ou tratamento.
Fonte:http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-musicoterapia/index.php
Musicoterapia é a utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, mentais, sociais e cognitivas.
A Musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor organização intra e/ou interpessoal e, conseqüentemente, uma melhor qualidade de vida, através da prevenção, reabilitação ou tratamento.
Fonte:http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-musicoterapia/index.php
•·.·´¯`Música e Habilidades´¯`·.·•
Música pode entreter, motivar, inspirar e acalmar. Pesquisadores revelam que a música também pode melhorar o modo de pensar e raciocinar, mostrando como o cérebro funciona. Desde a descoberta do "Efeito Mozart", em que o cientista Gordon Shaw descreveu a relação entre a música ativa - desenvolvida e tocada, não apenas aquela que se ouve - e a inteligência, ficou comprovado que a educação musical melhora o desempenho de crianças e adolescentes em testes, e principalmente nos exercícios de lógica e matemática. O raciocínio espacial-temporal envolvem transformam e comparam imagens mentais em espaço e tempo, cruciais na hora de jogar xadrez, resolver equações matemáticas e operar um computador. As pesquisas científicas durante 30 anos na Universidade da Califórnia, já mostravam como esses processos são parecidos com aqueles encontrados na pessoa que toca música. Sabe-se que tocar um instrumento exige muito da audição e da motricidade fina das pessoas, e que a prática musical faz com que o cérebro funcione em rede. Quando se aprende a tocar um instrumento, isso potencializa o aprendizado como um todo, principalmente no que se refere ao raciocínio lógico, memória e noção de espaço. A educação musical deveria estar disponível a todos os estudantes, como parte de um projeto educacional integrado. A melhor época para se aprender a tocar um instrumento é durante o Ensino Fundamental, já que a combinação de disciplina, concentração, socialização e criatividade é uma herança que o aluno deverá cultivar para toda a vida. Hoje, cerca de 70% dos alunos que aprendem música já são crianças maiores e mesmo adolescente. Estudos da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não-músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta - principalmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor. E.G.Schellenberg e colaborador, psicólogos da Universidade de Toronto, Canadá submeteram com crianças de ambos os sexos com 10 a 11 anos, a dois tipos de testes: primeiro ouviram músicas pop, músicas de Mozart e palestras sobre música, e depois foram submetidas a um teste em habilidade manuais e espaciais. O grupo de crianças que saiu-se melhor nesses testes eram aquelas que ouviam com prazer a música pop. Segundo os cientistas isso significa que ter prazer em ouvir música também estimula os neurônios.
Fonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-musicoterapia/musicoterapia-2.php
Música pode entreter, motivar, inspirar e acalmar. Pesquisadores revelam que a música também pode melhorar o modo de pensar e raciocinar, mostrando como o cérebro funciona. Desde a descoberta do "Efeito Mozart", em que o cientista Gordon Shaw descreveu a relação entre a música ativa - desenvolvida e tocada, não apenas aquela que se ouve - e a inteligência, ficou comprovado que a educação musical melhora o desempenho de crianças e adolescentes em testes, e principalmente nos exercícios de lógica e matemática. O raciocínio espacial-temporal envolvem transformam e comparam imagens mentais em espaço e tempo, cruciais na hora de jogar xadrez, resolver equações matemáticas e operar um computador. As pesquisas científicas durante 30 anos na Universidade da Califórnia, já mostravam como esses processos são parecidos com aqueles encontrados na pessoa que toca música. Sabe-se que tocar um instrumento exige muito da audição e da motricidade fina das pessoas, e que a prática musical faz com que o cérebro funcione em rede. Quando se aprende a tocar um instrumento, isso potencializa o aprendizado como um todo, principalmente no que se refere ao raciocínio lógico, memória e noção de espaço. A educação musical deveria estar disponível a todos os estudantes, como parte de um projeto educacional integrado. A melhor época para se aprender a tocar um instrumento é durante o Ensino Fundamental, já que a combinação de disciplina, concentração, socialização e criatividade é uma herança que o aluno deverá cultivar para toda a vida. Hoje, cerca de 70% dos alunos que aprendem música já são crianças maiores e mesmo adolescente. Estudos da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não-músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta - principalmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor. E.G.Schellenberg e colaborador, psicólogos da Universidade de Toronto, Canadá submeteram com crianças de ambos os sexos com 10 a 11 anos, a dois tipos de testes: primeiro ouviram músicas pop, músicas de Mozart e palestras sobre música, e depois foram submetidas a um teste em habilidade manuais e espaciais. O grupo de crianças que saiu-se melhor nesses testes eram aquelas que ouviam com prazer a música pop. Segundo os cientistas isso significa que ter prazer em ouvir música também estimula os neurônios.
Fonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-musicoterapia/musicoterapia-2.php
Musicoterapia e Glaucoma
As pesquisas sobre musicoterapia revelaram que as canções aliviam a dor crônica. Os autores de vários estudos tem mostrado que a música melhora as manifestações ligadas à depressão, um dos males associados ao convívio com a dor crônica. E tanto faz o tipo de música que o paciente ouve, desde que goste. Por resultados como esse, a relação entre a música e a medicina é tema de interesse crescente. Existe um exame que se chama perimetria automatizada que é usada pelos oculista para fazer o exame de glaucoma e também uma avaliação mais precisa da progressão da doença. Esse exame a pessoa precisa estar relaxada pois a contração pode dificultar o exame, que é feito por uma aparelhagem complexa.
Carmo Fiorelli e colaboradores, incluindo a médica musicista Vanessa Macedo, oftalmologistas da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, fizeram um estudo que envolveram 60 pacientes que deveriam se submeter a esse exame, que nunca tinham feito antes, porque havia a suspeita de glaucoma progressivo. No grupo A; com 30 pacientes esse exame foi precedido pelo fato que ouviram durante dez minutos da sonata para dois pianos de Wolfgang Amadeus Mozart, e no grupo B; outros 30 pacientes foram submetidos a esse exame sem ouvirem a música, servindo de grupo controle. Os autores, verificaram que o grupo A; tinha uma perda menor de fixação durante o exame e os resultados foram mais precisos, pois tinham menos falsos positivos e falsos negativos comparados ao grupo B. Esses dados foram significativos sob o ponto de vista estatístico.
Avaliação auditiva
A avaliação das alterações auditivas inicia-se pelo simples exame clínico, passando pela audiometria e terminando em complexas avaliações das respostas do cérebro a estimulações especiais (potencial evocado auditivo). A falta de tratamento correto pode retardar a cura de muitos processos benignos. A surdez devem ser sempre muito bem avaliadas pelos especialistas. Nos casos de surdez severa no idoso pode confundir as pessoas, pois ele passa a ser considerado confuso, ou mesmo considerado portador de distúrbios de comportamento. Tais situações podem levar a quadros de depressão, no idoso. A pessoa com diminuição de audição deve procurar informar sempre da sua situação, não hesitando em pedir que se repita as palavras não compreendidas, mas por vergonha, por não querer denunciar a sua surdez, passa a não atender ao telefone e não falar com as pessoas muitas pessoas, inclusive os idosos podem ter associado à surdez outros sintomas: vertigem, náuseas, perda de equilíbrio.
A vertigem é uma sensação de forte tontura com início súbito, acompanhada de náuseas e/ou vômitos,sensação rotatória. Há também sensação de desequilíbrio. É freqüente o zumbido no ouvido. Pode ocorrer rápida perda de consciência (síncope). Em geral é desencadeada pelo movimento da cabeça. Acompanha com freqüência os distúrbios auditivos. O ouvido é o órgão da audição, e também do equilíbrio. Converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O ouvido também contém o sistema vestibular que é responsável pelo equilíbrio, é acionado ao se movimentar a cabeça. A vertigem se deve a problemas do labirinto, estrutura sofisticada responsável pela manutenção do equilíbrio, que fica contida dentro do ouvido. Inúmeros fatores podem levar à vertigem, destacando-se na terceira idade: a insuficiência vascular cerebral, distúrbios metabólicos, tumor cerebral, otite, intoxicação por determinados medicamentos, infecções e traumatismo. Alguns distúrbios visuais, como erro de refração pode desencadear a vertigem. Os estados de grande ansiedade também podem levar à vertigem. Quando a vertigem se acompanha de diminuição da audição,e zumbido é conhecido como síndrome de Meniere. A vertigem é importante causa de quedas no idoso. No estudo da vertigem é sempre importante determinar se a causa é periférica (do ouvido, por exemplo)ou central (distúrbios circulatórios cerebrais). E.Aizen e colaboradores, geriatras e fisioterapeutas da Universidade de Haifa compararam asa condições auditivas de 84 pacientes idosos, que sofreram quedas com 84 que não sofreram quedas. Os pacientes estavam hospitalizados, e foram subdivididos em 3 categorias; os pacientes que estavam fazendo reabilitarão por AVC(grupo A), por cirurgia do quadril (grupo B), e outros tipos de reabilitação(grupo C). Os pacientes do grupo A e B a cadeira de rodas foi um dos maiores fatores de risco. Nos três grupos: vertigem e medicações anti-hipertensivos foram preditores de quedas. Os medicamentos antidepressivos, se tomados de forma descontinua foi um fator de risco fraco nos 3 grupos. Os autores concluem que existem diferentes fatores de risco nos grupos de idosos, que devem ser individualizados.
Audição e fibromialgia
A avaliação das alterações auditivas inicia-se pelo simples exame clínico, passando pela audiometria e terminando em complexas avaliações das respostas do cérebro a estimulações especiais (potencial evocado auditivo). A falta de tratamento correto pode retardar a cura de muitos processos benignos. A surdez deve ser, sempre muito bem avaliada pelo especialista. Nos casos de surdez severa no idoso pode confundir as pessoas, pois o paciente idoso passa a ser considerado confuso, ou mesmo considerado portador de distúrbios de comportamento. Tais situações podem levar a quadros de depressão, no idoso. A pessoa com diminuição de audição deve procurar informar sempre da sua situação, não hesitando em pedir que se repita as palavras não compreendidas, mas por vergonha e por não querer denunciar a sua surdez, passa a não atender ao telefone e não falar com as pessoas. Muitas pessoas, inclusive os idosos podem ter associado à surdez outros sintomas: vertigem, náuseas, perda de equilíbrio. A vertigem é uma sensação de forte tontura com início súbito, acompanhada de náuseas e/ou vômitos, e sensação rotatória. Há também sensação de desequilíbrio. É freqüente o zumbido no ouvido. Pode ocorrer rápida perda de consciência (síncope). Em geral, é desencadeada pelo movimento da cabeça. Acompanha com freqüência os distúrbios auditivos. O ouvido é o órgão da audição, e também do equilíbrio. Converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O ouvido também contém o sistema vestibular, que é responsável pelo equilíbrio acionado ao se movimentar a cabeça. A vertigem se deve a problemas do labirinto, estrutura sofisticada responsável pela manutenção do equilíbrio, que fica contida dentro do ouvido.
Inúmeros fatores podem levar à vertigem, destacando-se na terceira idade: a insuficiência vascular cerebral, distúrbios metabólicos, tumor cerebral, otite, intoxicação por determinados medicamentos, infecções e traumatismo. Alguns distúrbios visuais, como erro de refração podem desencadear a vertigem. Os estados de grande ansiedade também podem levar à vertigem. Quando a vertigem se acompanha de diminuição da audição e zumbido é conhecida como síndrome de Meniere. A vertigem é importante causa de quedas no idoso. No estudo da vertigem é sempre importante determinar se a causa é periférica (do ouvido, por exemplo); ou central (distúrbios circulatórios cerebrais). M.Yilmaz e colaboradores, otologistas de Universidade de Gazi de Ankara, na Turquia examinaram os ouvidos de 16 mulheres com a síndrome da fibromialgia, compararam com 15 mulheres sem fibromialgia, e não encontraram nenhuma diferença. O exame foi extremamente técnico com diversos aparelhos, pois várias das queixas foram consideradas como psicossomáticas e subjetivas.
A Audição na Terceira Idade
Na terceira idade em geral a principal alteração do ouvido leva somente à diminuição da audição. Na sua grande maioria os distúrbios se devem à otosclerose, mas também podem ser devidas às intoxicações por medicamentos, às otites, ao acidente vascular cerebral e aos tumores. O ouvido é o órgão da audição, pois converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O idoso tem tendência a ter dificuldade em captar sons altos. O processo de envelhecimento que atinge a audição não é considerado uma doença e sim uma perda natural de função. O processo de envelhecimento dos ossos que formam o sistema auditivo denomina-se otosclerose, que não leva à surdez e sim a uma perda de audição parcial que se mantém estável sem tendência à piora, sendo uma alteração auditiva do tipo de condução. Presbiacusia é o nome de uma perda auditiva progressiva em ambos os ouvidos. Uma alteração que apresenta clara predisposição hereditária. Esta diminuição natural de audição que ocorre na terceira idade pode ser acompanhada de zumbido ou tinitus, o que em geral ocorre nos dois ouvidos e incomoda muito. Este ruído contínuo em ambos os ouvidos piora com o estado emocional, ansiedade e nervosismo. O zumbido também pode piorar com o álcool, a cafeína, e vários tipos de medicamentos, como por exemplo, os antiinflamatórios. Quando o zumbido é de um só lado e há diminuição auditiva acentuada em geral se deve a pequenos tumores localizados na região do ouvido. A diminuição da audição também pode ocorrer pelo acúmulo de cerúmen ou cera, o que é muito comum e de fácil tratamento. Alguns remédios são tóxicos para os ouvidos, destacando-se certos antibióticos (estreptomicina, kanamicina e aminoglicosídeos), certos antiinflamatórios (aspirina) e determinados diuréticos. Em geral provocam alterações reversíveis após a suspensão da medicação. A infecção do ouvido ou otite e tumores, localizados no próprio osso do ouvido ou em sua proximidade já são causas de surdez, com lesão do tipo sensorial, ocorrendo em geral de um só lado, sendo raros. Quando o processo infeccioso atinge internamente o ouvido denomina-se otite média e em geral é provocado por bactéria. A doença do ouvido, principalmente a infecciosa, pode vir acompanhada de tonturas, sensação de rotação e vômitos, o que caracteriza a vertigem.
O acidente vascular cerebral ou AVC pode provocar uma surdez por lesão do sistema nervoso, do tipo sensorial e irreversível, sendo entretanto incomum. C.Nicolas-Puel e colaboradores, da Universidade de Montpellier, na França estudaram 123 pacientes de uma clínica especializada em zumbido ou tinitus. A grande maioria desses pacientes com zumbido tinham uma surdes, resultante em 32%, de trauma acústico, 23%, resultante de presbiacusia. Houve uma correlação estatística significativa entre a elevação dos pontos iniciais audiometria (significando que no início há uma melhora da audição, para depois piorar) e a intensidade do tinitus.
Prática da musicoterapia
Fenomenologia é um estudo descritivo através de um método idealizado pelo filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938), que procuram as causas de uma intenção, por exemplo porque estudar musicoterapia, ou porque ser um tri-atleta numa tentativa de reencontrar a essência dessa verdade (ou vontade) para essa pessoa. B. L Wheeler professor de musicoterapia da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, fez uma pesquisa fenomenológica com 8 estudantes dessa matéria durante o curso e depois de terem-se formado, para captar como interagiram com esse conhecimento. O método consistiu em entrevistas abertas, sem questionários definidos durante pelo menos 3 vezes ao ano. O autor encontrou 6 áreas de interesse que emergiram dessas entrevistas: desafios encontrados pelos estudantes como lidar com esses desafios, envolvimento com clientes, áreas de aprendizado, aspectos da supervisão dos alunos, e a prática da profissão. Essas áreas e subcategorias desses temas surgiram em várias partes da transcrição das entrevistas, com ilustrações dos conflitos.
Música e Medicina
No século 14, sessões musicais já eram realizadas para o estabelecimento de diagnóstico, a terapêutica e o prognóstico de cura ou de morte. As “casas de saúde” eram povoados de executantes de instrumento. Algumas peças musicais eram tidas como antídotos contra venenos e outras eram consideradas tranqüilizantes poderosos. Certas peças musicais eram tocadas como afrodisíacos, outras como aceleradores do parto. A música medieval era instrumento muito acatado de cura em numerosas enfermidades. Os médicos aprendiam a palpar competentemente a artéria radial no pulso para sentir a “música do pulso”, que continha ritmo, o equilíbrio do corpo. Além dessa obsessão pelo pulso, os médicos medievais preocupavam-se, sobretudo, com a influência dos astros sobre a saúde. Para poderem fazer suas análises horoscópicas (astrológicas), muitos deles tornavam-se especialistas no uso de astrolábios (aparelhos que possibilitam discriminar a posição de corpos celestes e as estrelas).
N. Cuellar e colaboradoras, enfermeiras, da Universidade da Pensilvania, estudaram os tipos de medicação alternativas que 186 idosos usavam para aliviar as suas queixas e dores. Ficaram surpresas que os cantos e musicas religiosas estavam incluídos entre as principais medidas, tanto entre os idosos brancos como entre os negros.
Ruído na UTI do hospital
Todo mundo sabe que hospital não é lugar de barulho. Uma das reclamações mais freqüentes dos pacientes da UTI é o barulho. O problema é que quando o paciente está lá ele geralmente não tem condições de reclamar, e acaba manifestando esse estresse nos batimentos cardíacos, dores de cabeça e outras queixas. UTIs barulhentas, são muito comuns, tanto em países em desenvolvimento, como em países subdesenvolvidos. A dissertação de mestrado da médica otorrinolaringologista Raquel Paganini Pereira, na Universidade Federal de São Paulo analisou os níveis de ruído em uma UTI na cidade de São Paulo. A tese tem o título “Exposição sonora ambiental em uma unidade de terapia intensiva geral”. Utilizando um aparelho apropriado, foram feitas medições a cada 27 segundos durante 6 mil minutos nos períodos da manhã, tarde e noite. As aferições ocorreram, sem o conhecimento dos funcionários do local.
Os resultados apontam um nível de ruído médio de 65,36 dB, freqüência que imita as características receptivas do ouvido humano, quando o recomendado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), para um ambiente hospitalar ser considerado tranqüilo fica entre 35 e 45 dB. Para a física acústica, cada aumento de 10 decibéis equivale a dobrar a escala sonora. O aumento de ruído até 20 decibéis constatado é um nível realmente muito alto, a UTI se assemelha a um escritório pouco silencioso. Para os pacientes internados, que já enfrentam problemas sérios de saúde, os efeitos desse ambiente são bastante nocivos. Dados presentes na pesquisa afirmam que o ruído tem a propriedade de aumentar a sensibilidade à dor, fazendo com que esses doentes precisem de mais analgesia.
Além disso, os pacientes têm mais dificuldade de dormir, ficam estressados e acabam passando mais tempo internados, porque sua recuperação se torna lenta. Com isso, os custos de cada paciente aumentam. Em casos mais graves, os doentes perdem a noção de tempo, de espaço e têm delírios. O ruído hospitalar é um problema de saúde pública que deve ser reparado o quanto antes, sob pena de causar sérios prejuízos fisiológicos e psicológicos aos pacientes.
As conversas entre médicos, enfermeiros e familiares dos doentes são a principal causa de ruído, além dos alarmes presentes em telefones, ventiladores e outros aparelhos. Há necessidade de aperfeiçoar os aparelhos, uma centralização dos alarmes e um isolamento entre as macas. Para o médico, deve ser lembrado que as pessoas ali internadas estão em recuperação, que o silêncio e o repouso são fundamentais para que isso aconteça. Além disso, o próprio ambiente pesado do local, a visão de outros doentes, muitas vezes em estado grave ou em situações de emergência, como uma parada cardíaca, o medo de morrer e a luminosidade constante já tornam o lugar bastante estressante para os pacientes, e também para os funcionários. D.I.Shin e colaboradores, engenheiros biomédicos da Universidade de Ulsan da Coréia do Sul, tentaram diminuir os ruídos fazendo um controle, em tempo real através de soft de computador que faz o controle com menos ruídos através da Internet. Esse novo sistema, que ainda esta em teste, ainda tem a facilidade que pode ser acessado pelo médico mesmo fora do hospital. Os autores apresentaram esse soft, para gerenciar uma UTI infantil.
Musicoterapia no transplante de medula
O transplante de medula ou de células tronco está se tornando um tratamento de rotina em várias doenças hematológicas ou doenças do colágeno, como são algumas doenças reumáticas. Esse tipo de tratamento não é totalmente benigno, causando uma ameaça de morte, no período em que o organismo está sem defesas orgânicas. Os médicos têm que alertar as pessoas desse perigo, o que pode causar um distúrbio psicológico na pessoa que se submete a esse tipo de tratamento, além do fato do próprio procedimento ser dolorido, no local em que se retiram e se colocam as células do osso e dos pacientes sentirem náuseas e vômitos.
O. J. Sahler e colaboradores, hematologistas, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, estudaram o efeito da musicoterapia acompanhada de sessões de relaxamento muscular e mental (por imagens), em pacientes que fizeram transplante de medula. A técnica de relaxamento por imagens consiste em imaginar cenas bucólicas de lagos, do céu azul, do campo verde com flores que permitem combater o stress pós-cirúrgico, pois esses pacientes ficam completamente isolados para não serem contaminados. Os autores usaram essa técnica na unidade de Transplante de Medula do Hospital. As crianças acima de 4 anos de idade e os adultos foram divididos em 2 grupos: o grupo A recebeu 45 minutos de música, assistidos com um terapeuta que usou essa técnica de relaxamento 2 vezes por semana e o grupo B que não recebeu esse tipo de auxilio. Comparando os dois grupos com testes de dor e número de vômitos e dias de náuseas, os autores constataram que o grupo A teve um desempenho melhor. Os autores acreditam que essa terapia age através do sistema neuroendócrino, aliviando o stress.
Música e dor de parto
Durante o parto, 60% das primíparas e 40% das multíparas têm dores muito fortes. Num estudo realizado em 1995, cerca de 40% de 697 mulheres, em trabalho de parto, com muitas dores, não tiveram alívio com o emprego de analgésicos. Em muitas maternidades não são administradas drogas analgésicas que podem causar efeitos colaterais tanto na mãe como no feto.
S. Phumdoung e colaboradoras, enfermeiras, da Faculdade de Obstetria, Hatyai, da Tailândia dividiram, num estudo caso-controle, 55 primíparas (grupo A), em quem existiu o efeito da música suave, durante o trabalho de parto, comparando-as a 55 parturientes, do grupo B, que não ouviram música. A escolha dos grupos foi aleatória. A terapia com música foi administrada antes do início, e durante a fase ativa do parto por três horas. A avaliação da dor e ansiedade foi realizada antes, e três horas após o teste por meio de duas escalas analógicas visuais. As dores e estresse aumentaram significativamente durante as primeiras 3 horas em ambos os grupos (p <0,001), color="#ff0000" size="5">Música e os reumatismos
S. Evers, que é um reumatologista e musicista alemão, numa revisão histórica do tema, afirma que as pesquisas da utilização da música, para diminuir as dores do reumatismo, são raros, havendo referências às "dores nas juntas", mais, especificamente, em relação a gota úrica (podagra).
Isso é devido ao fato do difícil diagnóstico do reumatismo. Na medicina antiga, em culturas primitivas e pré históricas, a musica era considerada como geradora de pensamentos animados. Na antiguidade, quando dominavam as explicações de que os humores (fluídos ou líquidos que circulam no corpo) que causavam as doenças, a filosofia que tentava explicar os benefícios da música para o reumatismo, encontrava pequena aceitação. Já na Idade Média, no período barroco, dominava a concepção de que a música era útil na luta contra todas as dores, tanto da alma como do corpo. No período romântico havia muita especulação da música como uma terapia efetiva, mas, mesmo assim, essa idéia sobreviveu. No século 20 a música é introduzida como uma terapia ativa no tratamento das pessoas que sofrem de reumatismo; e o seu sucesso como um remédio na reabilitação e como uma terapia auxiliar passou a ser aceito.
Fonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-musicoterapia/musicoterapia-2.php
As pesquisas sobre musicoterapia revelaram que as canções aliviam a dor crônica. Os autores de vários estudos tem mostrado que a música melhora as manifestações ligadas à depressão, um dos males associados ao convívio com a dor crônica. E tanto faz o tipo de música que o paciente ouve, desde que goste. Por resultados como esse, a relação entre a música e a medicina é tema de interesse crescente. Existe um exame que se chama perimetria automatizada que é usada pelos oculista para fazer o exame de glaucoma e também uma avaliação mais precisa da progressão da doença. Esse exame a pessoa precisa estar relaxada pois a contração pode dificultar o exame, que é feito por uma aparelhagem complexa.
Carmo Fiorelli e colaboradores, incluindo a médica musicista Vanessa Macedo, oftalmologistas da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, fizeram um estudo que envolveram 60 pacientes que deveriam se submeter a esse exame, que nunca tinham feito antes, porque havia a suspeita de glaucoma progressivo. No grupo A; com 30 pacientes esse exame foi precedido pelo fato que ouviram durante dez minutos da sonata para dois pianos de Wolfgang Amadeus Mozart, e no grupo B; outros 30 pacientes foram submetidos a esse exame sem ouvirem a música, servindo de grupo controle. Os autores, verificaram que o grupo A; tinha uma perda menor de fixação durante o exame e os resultados foram mais precisos, pois tinham menos falsos positivos e falsos negativos comparados ao grupo B. Esses dados foram significativos sob o ponto de vista estatístico.
Avaliação auditiva
A avaliação das alterações auditivas inicia-se pelo simples exame clínico, passando pela audiometria e terminando em complexas avaliações das respostas do cérebro a estimulações especiais (potencial evocado auditivo). A falta de tratamento correto pode retardar a cura de muitos processos benignos. A surdez devem ser sempre muito bem avaliadas pelos especialistas. Nos casos de surdez severa no idoso pode confundir as pessoas, pois ele passa a ser considerado confuso, ou mesmo considerado portador de distúrbios de comportamento. Tais situações podem levar a quadros de depressão, no idoso. A pessoa com diminuição de audição deve procurar informar sempre da sua situação, não hesitando em pedir que se repita as palavras não compreendidas, mas por vergonha, por não querer denunciar a sua surdez, passa a não atender ao telefone e não falar com as pessoas muitas pessoas, inclusive os idosos podem ter associado à surdez outros sintomas: vertigem, náuseas, perda de equilíbrio.
A vertigem é uma sensação de forte tontura com início súbito, acompanhada de náuseas e/ou vômitos,sensação rotatória. Há também sensação de desequilíbrio. É freqüente o zumbido no ouvido. Pode ocorrer rápida perda de consciência (síncope). Em geral é desencadeada pelo movimento da cabeça. Acompanha com freqüência os distúrbios auditivos. O ouvido é o órgão da audição, e também do equilíbrio. Converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O ouvido também contém o sistema vestibular que é responsável pelo equilíbrio, é acionado ao se movimentar a cabeça. A vertigem se deve a problemas do labirinto, estrutura sofisticada responsável pela manutenção do equilíbrio, que fica contida dentro do ouvido. Inúmeros fatores podem levar à vertigem, destacando-se na terceira idade: a insuficiência vascular cerebral, distúrbios metabólicos, tumor cerebral, otite, intoxicação por determinados medicamentos, infecções e traumatismo. Alguns distúrbios visuais, como erro de refração pode desencadear a vertigem. Os estados de grande ansiedade também podem levar à vertigem. Quando a vertigem se acompanha de diminuição da audição,e zumbido é conhecido como síndrome de Meniere. A vertigem é importante causa de quedas no idoso. No estudo da vertigem é sempre importante determinar se a causa é periférica (do ouvido, por exemplo)ou central (distúrbios circulatórios cerebrais). E.Aizen e colaboradores, geriatras e fisioterapeutas da Universidade de Haifa compararam asa condições auditivas de 84 pacientes idosos, que sofreram quedas com 84 que não sofreram quedas. Os pacientes estavam hospitalizados, e foram subdivididos em 3 categorias; os pacientes que estavam fazendo reabilitarão por AVC(grupo A), por cirurgia do quadril (grupo B), e outros tipos de reabilitação(grupo C). Os pacientes do grupo A e B a cadeira de rodas foi um dos maiores fatores de risco. Nos três grupos: vertigem e medicações anti-hipertensivos foram preditores de quedas. Os medicamentos antidepressivos, se tomados de forma descontinua foi um fator de risco fraco nos 3 grupos. Os autores concluem que existem diferentes fatores de risco nos grupos de idosos, que devem ser individualizados.
Audição e fibromialgia
A avaliação das alterações auditivas inicia-se pelo simples exame clínico, passando pela audiometria e terminando em complexas avaliações das respostas do cérebro a estimulações especiais (potencial evocado auditivo). A falta de tratamento correto pode retardar a cura de muitos processos benignos. A surdez deve ser, sempre muito bem avaliada pelo especialista. Nos casos de surdez severa no idoso pode confundir as pessoas, pois o paciente idoso passa a ser considerado confuso, ou mesmo considerado portador de distúrbios de comportamento. Tais situações podem levar a quadros de depressão, no idoso. A pessoa com diminuição de audição deve procurar informar sempre da sua situação, não hesitando em pedir que se repita as palavras não compreendidas, mas por vergonha e por não querer denunciar a sua surdez, passa a não atender ao telefone e não falar com as pessoas. Muitas pessoas, inclusive os idosos podem ter associado à surdez outros sintomas: vertigem, náuseas, perda de equilíbrio. A vertigem é uma sensação de forte tontura com início súbito, acompanhada de náuseas e/ou vômitos, e sensação rotatória. Há também sensação de desequilíbrio. É freqüente o zumbido no ouvido. Pode ocorrer rápida perda de consciência (síncope). Em geral, é desencadeada pelo movimento da cabeça. Acompanha com freqüência os distúrbios auditivos. O ouvido é o órgão da audição, e também do equilíbrio. Converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O ouvido também contém o sistema vestibular, que é responsável pelo equilíbrio acionado ao se movimentar a cabeça. A vertigem se deve a problemas do labirinto, estrutura sofisticada responsável pela manutenção do equilíbrio, que fica contida dentro do ouvido.
Inúmeros fatores podem levar à vertigem, destacando-se na terceira idade: a insuficiência vascular cerebral, distúrbios metabólicos, tumor cerebral, otite, intoxicação por determinados medicamentos, infecções e traumatismo. Alguns distúrbios visuais, como erro de refração podem desencadear a vertigem. Os estados de grande ansiedade também podem levar à vertigem. Quando a vertigem se acompanha de diminuição da audição e zumbido é conhecida como síndrome de Meniere. A vertigem é importante causa de quedas no idoso. No estudo da vertigem é sempre importante determinar se a causa é periférica (do ouvido, por exemplo); ou central (distúrbios circulatórios cerebrais). M.Yilmaz e colaboradores, otologistas de Universidade de Gazi de Ankara, na Turquia examinaram os ouvidos de 16 mulheres com a síndrome da fibromialgia, compararam com 15 mulheres sem fibromialgia, e não encontraram nenhuma diferença. O exame foi extremamente técnico com diversos aparelhos, pois várias das queixas foram consideradas como psicossomáticas e subjetivas.
A Audição na Terceira Idade
Na terceira idade em geral a principal alteração do ouvido leva somente à diminuição da audição. Na sua grande maioria os distúrbios se devem à otosclerose, mas também podem ser devidas às intoxicações por medicamentos, às otites, ao acidente vascular cerebral e aos tumores. O ouvido é o órgão da audição, pois converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O idoso tem tendência a ter dificuldade em captar sons altos. O processo de envelhecimento que atinge a audição não é considerado uma doença e sim uma perda natural de função. O processo de envelhecimento dos ossos que formam o sistema auditivo denomina-se otosclerose, que não leva à surdez e sim a uma perda de audição parcial que se mantém estável sem tendência à piora, sendo uma alteração auditiva do tipo de condução. Presbiacusia é o nome de uma perda auditiva progressiva em ambos os ouvidos. Uma alteração que apresenta clara predisposição hereditária. Esta diminuição natural de audição que ocorre na terceira idade pode ser acompanhada de zumbido ou tinitus, o que em geral ocorre nos dois ouvidos e incomoda muito. Este ruído contínuo em ambos os ouvidos piora com o estado emocional, ansiedade e nervosismo. O zumbido também pode piorar com o álcool, a cafeína, e vários tipos de medicamentos, como por exemplo, os antiinflamatórios. Quando o zumbido é de um só lado e há diminuição auditiva acentuada em geral se deve a pequenos tumores localizados na região do ouvido. A diminuição da audição também pode ocorrer pelo acúmulo de cerúmen ou cera, o que é muito comum e de fácil tratamento. Alguns remédios são tóxicos para os ouvidos, destacando-se certos antibióticos (estreptomicina, kanamicina e aminoglicosídeos), certos antiinflamatórios (aspirina) e determinados diuréticos. Em geral provocam alterações reversíveis após a suspensão da medicação. A infecção do ouvido ou otite e tumores, localizados no próprio osso do ouvido ou em sua proximidade já são causas de surdez, com lesão do tipo sensorial, ocorrendo em geral de um só lado, sendo raros. Quando o processo infeccioso atinge internamente o ouvido denomina-se otite média e em geral é provocado por bactéria. A doença do ouvido, principalmente a infecciosa, pode vir acompanhada de tonturas, sensação de rotação e vômitos, o que caracteriza a vertigem.
O acidente vascular cerebral ou AVC pode provocar uma surdez por lesão do sistema nervoso, do tipo sensorial e irreversível, sendo entretanto incomum. C.Nicolas-Puel e colaboradores, da Universidade de Montpellier, na França estudaram 123 pacientes de uma clínica especializada em zumbido ou tinitus. A grande maioria desses pacientes com zumbido tinham uma surdes, resultante em 32%, de trauma acústico, 23%, resultante de presbiacusia. Houve uma correlação estatística significativa entre a elevação dos pontos iniciais audiometria (significando que no início há uma melhora da audição, para depois piorar) e a intensidade do tinitus.
Prática da musicoterapia
Fenomenologia é um estudo descritivo através de um método idealizado pelo filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938), que procuram as causas de uma intenção, por exemplo porque estudar musicoterapia, ou porque ser um tri-atleta numa tentativa de reencontrar a essência dessa verdade (ou vontade) para essa pessoa. B. L Wheeler professor de musicoterapia da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, fez uma pesquisa fenomenológica com 8 estudantes dessa matéria durante o curso e depois de terem-se formado, para captar como interagiram com esse conhecimento. O método consistiu em entrevistas abertas, sem questionários definidos durante pelo menos 3 vezes ao ano. O autor encontrou 6 áreas de interesse que emergiram dessas entrevistas: desafios encontrados pelos estudantes como lidar com esses desafios, envolvimento com clientes, áreas de aprendizado, aspectos da supervisão dos alunos, e a prática da profissão. Essas áreas e subcategorias desses temas surgiram em várias partes da transcrição das entrevistas, com ilustrações dos conflitos.
Música e Medicina
No século 14, sessões musicais já eram realizadas para o estabelecimento de diagnóstico, a terapêutica e o prognóstico de cura ou de morte. As “casas de saúde” eram povoados de executantes de instrumento. Algumas peças musicais eram tidas como antídotos contra venenos e outras eram consideradas tranqüilizantes poderosos. Certas peças musicais eram tocadas como afrodisíacos, outras como aceleradores do parto. A música medieval era instrumento muito acatado de cura em numerosas enfermidades. Os médicos aprendiam a palpar competentemente a artéria radial no pulso para sentir a “música do pulso”, que continha ritmo, o equilíbrio do corpo. Além dessa obsessão pelo pulso, os médicos medievais preocupavam-se, sobretudo, com a influência dos astros sobre a saúde. Para poderem fazer suas análises horoscópicas (astrológicas), muitos deles tornavam-se especialistas no uso de astrolábios (aparelhos que possibilitam discriminar a posição de corpos celestes e as estrelas).
N. Cuellar e colaboradoras, enfermeiras, da Universidade da Pensilvania, estudaram os tipos de medicação alternativas que 186 idosos usavam para aliviar as suas queixas e dores. Ficaram surpresas que os cantos e musicas religiosas estavam incluídos entre as principais medidas, tanto entre os idosos brancos como entre os negros.
Ruído na UTI do hospital
Todo mundo sabe que hospital não é lugar de barulho. Uma das reclamações mais freqüentes dos pacientes da UTI é o barulho. O problema é que quando o paciente está lá ele geralmente não tem condições de reclamar, e acaba manifestando esse estresse nos batimentos cardíacos, dores de cabeça e outras queixas. UTIs barulhentas, são muito comuns, tanto em países em desenvolvimento, como em países subdesenvolvidos. A dissertação de mestrado da médica otorrinolaringologista Raquel Paganini Pereira, na Universidade Federal de São Paulo analisou os níveis de ruído em uma UTI na cidade de São Paulo. A tese tem o título “Exposição sonora ambiental em uma unidade de terapia intensiva geral”. Utilizando um aparelho apropriado, foram feitas medições a cada 27 segundos durante 6 mil minutos nos períodos da manhã, tarde e noite. As aferições ocorreram, sem o conhecimento dos funcionários do local.
Os resultados apontam um nível de ruído médio de 65,36 dB, freqüência que imita as características receptivas do ouvido humano, quando o recomendado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), para um ambiente hospitalar ser considerado tranqüilo fica entre 35 e 45 dB. Para a física acústica, cada aumento de 10 decibéis equivale a dobrar a escala sonora. O aumento de ruído até 20 decibéis constatado é um nível realmente muito alto, a UTI se assemelha a um escritório pouco silencioso. Para os pacientes internados, que já enfrentam problemas sérios de saúde, os efeitos desse ambiente são bastante nocivos. Dados presentes na pesquisa afirmam que o ruído tem a propriedade de aumentar a sensibilidade à dor, fazendo com que esses doentes precisem de mais analgesia.
Além disso, os pacientes têm mais dificuldade de dormir, ficam estressados e acabam passando mais tempo internados, porque sua recuperação se torna lenta. Com isso, os custos de cada paciente aumentam. Em casos mais graves, os doentes perdem a noção de tempo, de espaço e têm delírios. O ruído hospitalar é um problema de saúde pública que deve ser reparado o quanto antes, sob pena de causar sérios prejuízos fisiológicos e psicológicos aos pacientes.
As conversas entre médicos, enfermeiros e familiares dos doentes são a principal causa de ruído, além dos alarmes presentes em telefones, ventiladores e outros aparelhos. Há necessidade de aperfeiçoar os aparelhos, uma centralização dos alarmes e um isolamento entre as macas. Para o médico, deve ser lembrado que as pessoas ali internadas estão em recuperação, que o silêncio e o repouso são fundamentais para que isso aconteça. Além disso, o próprio ambiente pesado do local, a visão de outros doentes, muitas vezes em estado grave ou em situações de emergência, como uma parada cardíaca, o medo de morrer e a luminosidade constante já tornam o lugar bastante estressante para os pacientes, e também para os funcionários. D.I.Shin e colaboradores, engenheiros biomédicos da Universidade de Ulsan da Coréia do Sul, tentaram diminuir os ruídos fazendo um controle, em tempo real através de soft de computador que faz o controle com menos ruídos através da Internet. Esse novo sistema, que ainda esta em teste, ainda tem a facilidade que pode ser acessado pelo médico mesmo fora do hospital. Os autores apresentaram esse soft, para gerenciar uma UTI infantil.
Musicoterapia no transplante de medula
O transplante de medula ou de células tronco está se tornando um tratamento de rotina em várias doenças hematológicas ou doenças do colágeno, como são algumas doenças reumáticas. Esse tipo de tratamento não é totalmente benigno, causando uma ameaça de morte, no período em que o organismo está sem defesas orgânicas. Os médicos têm que alertar as pessoas desse perigo, o que pode causar um distúrbio psicológico na pessoa que se submete a esse tipo de tratamento, além do fato do próprio procedimento ser dolorido, no local em que se retiram e se colocam as células do osso e dos pacientes sentirem náuseas e vômitos.
O. J. Sahler e colaboradores, hematologistas, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, estudaram o efeito da musicoterapia acompanhada de sessões de relaxamento muscular e mental (por imagens), em pacientes que fizeram transplante de medula. A técnica de relaxamento por imagens consiste em imaginar cenas bucólicas de lagos, do céu azul, do campo verde com flores que permitem combater o stress pós-cirúrgico, pois esses pacientes ficam completamente isolados para não serem contaminados. Os autores usaram essa técnica na unidade de Transplante de Medula do Hospital. As crianças acima de 4 anos de idade e os adultos foram divididos em 2 grupos: o grupo A recebeu 45 minutos de música, assistidos com um terapeuta que usou essa técnica de relaxamento 2 vezes por semana e o grupo B que não recebeu esse tipo de auxilio. Comparando os dois grupos com testes de dor e número de vômitos e dias de náuseas, os autores constataram que o grupo A teve um desempenho melhor. Os autores acreditam que essa terapia age através do sistema neuroendócrino, aliviando o stress.
Música e dor de parto
Durante o parto, 60% das primíparas e 40% das multíparas têm dores muito fortes. Num estudo realizado em 1995, cerca de 40% de 697 mulheres, em trabalho de parto, com muitas dores, não tiveram alívio com o emprego de analgésicos. Em muitas maternidades não são administradas drogas analgésicas que podem causar efeitos colaterais tanto na mãe como no feto.
S. Phumdoung e colaboradoras, enfermeiras, da Faculdade de Obstetria, Hatyai, da Tailândia dividiram, num estudo caso-controle, 55 primíparas (grupo A), em quem existiu o efeito da música suave, durante o trabalho de parto, comparando-as a 55 parturientes, do grupo B, que não ouviram música. A escolha dos grupos foi aleatória. A terapia com música foi administrada antes do início, e durante a fase ativa do parto por três horas. A avaliação da dor e ansiedade foi realizada antes, e três horas após o teste por meio de duas escalas analógicas visuais. As dores e estresse aumentaram significativamente durante as primeiras 3 horas em ambos os grupos (p <0,001), color="#ff0000" size="5">Música e os reumatismos
S. Evers, que é um reumatologista e musicista alemão, numa revisão histórica do tema, afirma que as pesquisas da utilização da música, para diminuir as dores do reumatismo, são raros, havendo referências às "dores nas juntas", mais, especificamente, em relação a gota úrica (podagra).
Isso é devido ao fato do difícil diagnóstico do reumatismo. Na medicina antiga, em culturas primitivas e pré históricas, a musica era considerada como geradora de pensamentos animados. Na antiguidade, quando dominavam as explicações de que os humores (fluídos ou líquidos que circulam no corpo) que causavam as doenças, a filosofia que tentava explicar os benefícios da música para o reumatismo, encontrava pequena aceitação. Já na Idade Média, no período barroco, dominava a concepção de que a música era útil na luta contra todas as dores, tanto da alma como do corpo. No período romântico havia muita especulação da música como uma terapia efetiva, mas, mesmo assim, essa idéia sobreviveu. No século 20 a música é introduzida como uma terapia ativa no tratamento das pessoas que sofrem de reumatismo; e o seu sucesso como um remédio na reabilitação e como uma terapia auxiliar passou a ser aceito.
Fonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-musicoterapia/musicoterapia-2.php
A Música na Interação Docente-Aluno
A música é rítmico, harmonia e melodia que mobiliza com exclusividade todo ser humano, e assim, contribui ativamente para a formação ou restauração da ordem mental do homem. No processo de comunicação o som faz com que as pessoas se relacionem, trabalhem e vivam em sociedade interagindo. O som da voz do professor dirigida ao aluno pode ser um elemento facilitador ou não da interação entre ambos.
A exposição ao som desperta os processos sensório-perceptível do cérebro, e que a sua adequada utilização estimula a atenção, propriedade intensificada quando o som se faz sob a forma de música.
A música pode tencionar ou relaxar independentemente de nossa capacidade ou vontade. A música desperta a atenção e estimula a confiança do indivíduo em si mesmo; ela pode dar vigor, levantar ânimo, ou deprimir, dependendo do estilo musical.
A interação docente-aluno nem sempre é fácil, o que pode prejudicar o processo ensino-aprendizagem. Esta relação pode ser facilitada com o uso da música, pois a música desperta os processos sensório-perceptível do cérebro. Célia S. A. Ramin e colaboradoras, enfermeiras da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, estudaram a influência da música na interação docente-aluno, e o papel da música enquanto elemento facilitador na concentração do aluno em sala de aula, foi desenvolvido durante as aulas teóricas da disciplina de Enfermagem Cirúrgica, no decorrer de 5 dias, quando os alunos tiveram a oportunidade de ouvirem a música “Fuga” de Bach em dois momentos e nestes dias, a sala ficava na penumbra, a porta seria fechada e solicitava-se a cooperação de todos durante aproximadamente 5 minutos. Depois foi solicitado aos alunos para exporem suas opiniões. Os depoimentos obtidos foram dados de forma espontânea, realizando a análise temática de Bardin.
Constatou-se que a música pode ser considerada um elemento facilitador na interação docente-aluno, além de ter demonstrado influência na capacidade de concentração do aluno. Portanto, a música foi um elemento altamente positivo no processo ensino-aprendizagem, devendo ser considerada como uma aliada na interação docente-aluno.
Fonte:http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-musicoterapia/musicoterapia-2.php
A música é rítmico, harmonia e melodia que mobiliza com exclusividade todo ser humano, e assim, contribui ativamente para a formação ou restauração da ordem mental do homem. No processo de comunicação o som faz com que as pessoas se relacionem, trabalhem e vivam em sociedade interagindo. O som da voz do professor dirigida ao aluno pode ser um elemento facilitador ou não da interação entre ambos.
A exposição ao som desperta os processos sensório-perceptível do cérebro, e que a sua adequada utilização estimula a atenção, propriedade intensificada quando o som se faz sob a forma de música.
A música pode tencionar ou relaxar independentemente de nossa capacidade ou vontade. A música desperta a atenção e estimula a confiança do indivíduo em si mesmo; ela pode dar vigor, levantar ânimo, ou deprimir, dependendo do estilo musical.
A interação docente-aluno nem sempre é fácil, o que pode prejudicar o processo ensino-aprendizagem. Esta relação pode ser facilitada com o uso da música, pois a música desperta os processos sensório-perceptível do cérebro. Célia S. A. Ramin e colaboradoras, enfermeiras da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, estudaram a influência da música na interação docente-aluno, e o papel da música enquanto elemento facilitador na concentração do aluno em sala de aula, foi desenvolvido durante as aulas teóricas da disciplina de Enfermagem Cirúrgica, no decorrer de 5 dias, quando os alunos tiveram a oportunidade de ouvirem a música “Fuga” de Bach em dois momentos e nestes dias, a sala ficava na penumbra, a porta seria fechada e solicitava-se a cooperação de todos durante aproximadamente 5 minutos. Depois foi solicitado aos alunos para exporem suas opiniões. Os depoimentos obtidos foram dados de forma espontânea, realizando a análise temática de Bardin.
Constatou-se que a música pode ser considerada um elemento facilitador na interação docente-aluno, além de ter demonstrado influência na capacidade de concentração do aluno. Portanto, a música foi um elemento altamente positivo no processo ensino-aprendizagem, devendo ser considerada como uma aliada na interação docente-aluno.
Fonte:http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-musicoterapia/musicoterapia-2.php
16 de ago. de 2008
*♥**♥*MÚSICA NA INFÂNCIA*♥**♥*

Para Violeta Hemzy de Gainza (2002:10):
«Mãe e música confundem-se para a criança, da mesma forma que se confundem mãe e alimento, mãe e carícia. A música é, para a criança pequena, todo o alimento e o carinho que nutrem, gratificam e contêm».
Partiremos de um princípio controverso e não absoluto de que quanto mais avançamos na idade, mais indisponíveis e menos capacidade temos em aprender correctamente, certas práticas e vivências musicais cruciais do nosso desenvolvimento pessoal e artístico. Ou seja, o nosso potencial de aprendizagem musical vai gradualmente diminuindo, com o passar do tempo. E, tudo o que não se praticou na idade devida, é por vezes completamente impossível devolver noutra fase do nosso crescimento, pois em nada a situação emocional e física pode ser comparada. Embora os períodos mais férteis em termos de aprendizagem, sejam entendidos de distintas formas por diversos autores e, invariavelmente diferentes na sua localização temporal. Zoltan Kodály aponta para um período compreendido entre os seis anos de idade e os dezasseis, uma vez que, para P. Pascual Mejía (2002:24):
«Se a corrente vivificadora da música não chegou ao homem numa determinada idade, enquanto é possuidor de uma maior capacidade receptiva, é muito pouco provável que chegue mais tarde. Às vezes basta só uma experiência boa para abrir uma alma jovem para a música».
Enquanto que para E. Gordon (2003) há três fases de maior receptividade e interiorização de conhecimento e desenvolvimento das capacidades musicais (abaixo referenciado em gráfico). Para o mesmo autor (2003) e partindo das palavras de Alberto B. Sousa (2003:119) a educação musical:
«Se inicie logo na primeira infância, cirando-se um ambiente, em casa e com a família, em que se possa ouvir música, identificando e brincando com os sons (cantando e trauteando) do meio ambiente».
Na idade pré-escolar as aulas de música devem ser previstas, envolvendo o processo de audiação e a execução de padrões tonais e rítmicos, sendo que a aprendizagem técnica de saber tocar um instrumento será posterior a todo este processo (no 1º Ciclo e Ensino Básicos).
Para Wienberger (1999) as crianças são tidas como possuidoras de invulgares capacidades para perceber e responder à s componentes básicas da música. Evidentemente que a música está presente nas suas vidas muito antes do falar, o que pode levantar uma questão interessante: A que idade o sistema nervoso e o cérebro começam a permitir a percepção, a memorização e o processamento da música. Segundo os mais recentes estudos a este propósito, esta actividade começa muito antes do nascimento, ou seja, o útero será a primeira sala de concertos. Moog (1976) citando um estudo de Sitirnimann (1940) reforça o princípio anterior, uma vez que diz que os batimentos bruscos do bebé no útero da mãe, são respostas fiéis a estímulos musicais. Por sua vez Starr e Col. (1977) referem que o ouvido somente se desenvolve a partir das duas semanas posteriores à fecundação, mas que o sistema cerebral de processamento de informações auditivas só começa a funcionar bem a partir dos seis meses e meio. Para Abrams e Col. (1998) as estruturas melódicas e principalmente rítmicas, são perfeitamente apreendidas pelos bebés no útero, uma vez que parecem estar a compensar algumas distorções sonoras para manter a percepção da sua estrutura. Outras experiências se fizeram, nomeadamente as de Liader e Col. (1982), os quais repetidamente percutiam um bongo, em intervalos regulares, verificando com isto que, os bebés de seis meses de gestação demonstravam alterações do ritmo cardíaco, mas logo se habituavam e mantinham a mesma pulsação mesmo quando os batimentos não eram regulares. Outro efeito proveniente da utilização da música (canções de embalar cantadas pela própria mãe) durante a gravidez foi experimentado por Statt (1984) e chegou à conclusão de que logo após o nascimento, o bebé produz movimentos de reconhecimento daquelas canções, uma vez que se a mãe parar a meio de uma dessas canções ou mude inesperadamente para uma outra que a acriança desconheça, ela pára ou move-se em jeito de resposta ao sucedido. Outro exemplo é o estudo realizado por Spelt (1984) o qual aplicava em simultâneo na barriga da mãe, um vibrador e uma campainha, sendo que a criança não reagia à campainha e reagia ao vibrador e, somente passou (aos sete meses de gestação) a responder ao som da campainha e se tocada isoladamente. Por sua vez Hepper (1991) usou um tema musical de um programa popular para tentar perceber que respostas musicais pré e pós-natais. As mães assistiram a 360 programas consecutivos e, posteriormente (4 dias depois do nascimento), verificou-se que apresentavam comportamentos que indicavam o reconhecimento daquele tema musical, sendo que para isso distinguiam-no de outros tocados com o mesmo contexto sonoro. O que prova que o que ouviam já lhes era familiar e já estava de alguma forma assimilado na sua base de dados auditivos. O mesmo autor, para que se apura-se mais objectivamente, a que idade gestacional começavam a desenvolver-se essas capacidades auditivas e de aprendizagem musical, fez a mesma experiência recuando na idade e, de forma clara concluiu que embora o sistema auditivo comece a funcionar aproximadamente às 26ª semana de gestação, somente por volta da 30ª semana é que o bebé inicia o seu processo de assimilação de informação musical, a qual depois do seu nascimento consegue recordar ou reagir a ela.
Fonte:http://www.filomusica.com/filo78/infancia.html
«Mãe e música confundem-se para a criança, da mesma forma que se confundem mãe e alimento, mãe e carícia. A música é, para a criança pequena, todo o alimento e o carinho que nutrem, gratificam e contêm».
Partiremos de um princípio controverso e não absoluto de que quanto mais avançamos na idade, mais indisponíveis e menos capacidade temos em aprender correctamente, certas práticas e vivências musicais cruciais do nosso desenvolvimento pessoal e artístico. Ou seja, o nosso potencial de aprendizagem musical vai gradualmente diminuindo, com o passar do tempo. E, tudo o que não se praticou na idade devida, é por vezes completamente impossível devolver noutra fase do nosso crescimento, pois em nada a situação emocional e física pode ser comparada. Embora os períodos mais férteis em termos de aprendizagem, sejam entendidos de distintas formas por diversos autores e, invariavelmente diferentes na sua localização temporal. Zoltan Kodály aponta para um período compreendido entre os seis anos de idade e os dezasseis, uma vez que, para P. Pascual Mejía (2002:24):
«Se a corrente vivificadora da música não chegou ao homem numa determinada idade, enquanto é possuidor de uma maior capacidade receptiva, é muito pouco provável que chegue mais tarde. Às vezes basta só uma experiência boa para abrir uma alma jovem para a música».
Enquanto que para E. Gordon (2003) há três fases de maior receptividade e interiorização de conhecimento e desenvolvimento das capacidades musicais (abaixo referenciado em gráfico). Para o mesmo autor (2003) e partindo das palavras de Alberto B. Sousa (2003:119) a educação musical:
«Se inicie logo na primeira infância, cirando-se um ambiente, em casa e com a família, em que se possa ouvir música, identificando e brincando com os sons (cantando e trauteando) do meio ambiente».
Na idade pré-escolar as aulas de música devem ser previstas, envolvendo o processo de audiação e a execução de padrões tonais e rítmicos, sendo que a aprendizagem técnica de saber tocar um instrumento será posterior a todo este processo (no 1º Ciclo e Ensino Básicos).
Para Wienberger (1999) as crianças são tidas como possuidoras de invulgares capacidades para perceber e responder à s componentes básicas da música. Evidentemente que a música está presente nas suas vidas muito antes do falar, o que pode levantar uma questão interessante: A que idade o sistema nervoso e o cérebro começam a permitir a percepção, a memorização e o processamento da música. Segundo os mais recentes estudos a este propósito, esta actividade começa muito antes do nascimento, ou seja, o útero será a primeira sala de concertos. Moog (1976) citando um estudo de Sitirnimann (1940) reforça o princípio anterior, uma vez que diz que os batimentos bruscos do bebé no útero da mãe, são respostas fiéis a estímulos musicais. Por sua vez Starr e Col. (1977) referem que o ouvido somente se desenvolve a partir das duas semanas posteriores à fecundação, mas que o sistema cerebral de processamento de informações auditivas só começa a funcionar bem a partir dos seis meses e meio. Para Abrams e Col. (1998) as estruturas melódicas e principalmente rítmicas, são perfeitamente apreendidas pelos bebés no útero, uma vez que parecem estar a compensar algumas distorções sonoras para manter a percepção da sua estrutura. Outras experiências se fizeram, nomeadamente as de Liader e Col. (1982), os quais repetidamente percutiam um bongo, em intervalos regulares, verificando com isto que, os bebés de seis meses de gestação demonstravam alterações do ritmo cardíaco, mas logo se habituavam e mantinham a mesma pulsação mesmo quando os batimentos não eram regulares. Outro efeito proveniente da utilização da música (canções de embalar cantadas pela própria mãe) durante a gravidez foi experimentado por Statt (1984) e chegou à conclusão de que logo após o nascimento, o bebé produz movimentos de reconhecimento daquelas canções, uma vez que se a mãe parar a meio de uma dessas canções ou mude inesperadamente para uma outra que a acriança desconheça, ela pára ou move-se em jeito de resposta ao sucedido. Outro exemplo é o estudo realizado por Spelt (1984) o qual aplicava em simultâneo na barriga da mãe, um vibrador e uma campainha, sendo que a criança não reagia à campainha e reagia ao vibrador e, somente passou (aos sete meses de gestação) a responder ao som da campainha e se tocada isoladamente. Por sua vez Hepper (1991) usou um tema musical de um programa popular para tentar perceber que respostas musicais pré e pós-natais. As mães assistiram a 360 programas consecutivos e, posteriormente (4 dias depois do nascimento), verificou-se que apresentavam comportamentos que indicavam o reconhecimento daquele tema musical, sendo que para isso distinguiam-no de outros tocados com o mesmo contexto sonoro. O que prova que o que ouviam já lhes era familiar e já estava de alguma forma assimilado na sua base de dados auditivos. O mesmo autor, para que se apura-se mais objectivamente, a que idade gestacional começavam a desenvolver-se essas capacidades auditivas e de aprendizagem musical, fez a mesma experiência recuando na idade e, de forma clara concluiu que embora o sistema auditivo comece a funcionar aproximadamente às 26ª semana de gestação, somente por volta da 30ª semana é que o bebé inicia o seu processo de assimilação de informação musical, a qual depois do seu nascimento consegue recordar ou reagir a ela.
Fonte:http://www.filomusica.com/filo78/infancia.html
·.·•• Cronologia das Idades-Mundo Sonoro-Musical e Expressivo••·.·
4 MESES
Imita o canto, mesmo que não atenda à altura ou aos tempos dos sons (Teplov 1969).
Consegue cantarolar sons únicos: como u-u-u-u-u, e-e-e-e, i-i-i-i, o-o-o-o, etc.
Respondem à música com movimentos repetitivos (balanceamentos corporais ou agitação de membros), não correspondendo propriamente à música, pois tratam-se única e simplesmente de ritmos próprios. Estes movimentos não estão ligados à música no essencial, mas sim no facto de eles começarem e acabarem, quando a música começa e quando ela acaba (Moog 1979).
As crianças nesta idade (4 a 6 meses) já conseguem nem que tenuemente distinguir ou detectar as diferenças entre um tom em algumas frases melódicas apresentadas.
6 MESES
Fase me que já começam a entender os sons e a produzi-los, se bem que não são ainda capazes de conseguir estabelecer uma relação de altura exacta de uma nota (Teplov (1969).
9 MESES
Associa o canto ou a expressão vocal a tudo o que faz.
Aparecem as primeiras expressões rítmico-musicias.
Ainda não é capaz que distinguir mais do que uma terceira menor.
Começa a acompanhar canções associadas aos batimentos corporais (bater pés, mãos, pernas, palmas etc.
1 ANO
Consegue imitar sons de animais, transportes, pessoas e outros (Teplov 1969).
Atreve-se normalmente a acompanhar ritmos com o corpo, assim como reage corporalmente à música que lhe aparece (Teplov, 1969; e Gesell, 1940).
Procura uma ligação bem estabelecida (sincronização) entre os sons e o movimento corporal (Francis 1956). Os ritmos mais fáceis de acompanhar são as canções de embalar (Francis 1956).
Pode a criança, nesta fase, cantar um pouco da canção, mesmo sem a perceber (Francis 1956).
Consegue ampliar o tempo, o tom e a intensidade da voz, assim como presta atenção a certos sons, como relógios, campainhas, despertadores etc. (Francis 1956)
2 ANOS
Com prazer imita sons de instrumentos e com facilidade vários sons do quotidiano (Francis 1956).
Reage abundantemente com reacções rítmico-corporais, assim como adora o ritmo pois estimula-a a cantar e reconhece algumas melodias (Francis 1956).
Têm desempenhos significativos em termos de execução instrumentos rítmicos (Francis 1956).
3 ANOS
É capaz de criar uma imagem mental dos sons dados por um instrumento, assim como consegue agrupar elementos sonoros idênticos (Zenatti 1969).
É detentora de um elevado desenvolvimento do senso rítmico e do ouvido melódico (Teplov 1969).
Consegue captar e praticá-la, se bem que canta nos graves e grita nos agudos (Souriau 1962).
Mesmo fora de tom consegue cantar por inteiro canções simples, assim como começa a coincidir tons simples, para além de já não se inibe tanto quando canta m grupo e, salta, caminha. Corre e pula em conformidade com a música e o seu ritmo (Gesell 1940).
A sua capacidade torácica ainda não lhe permite cantar grandes frases musicais, sem que tenham que tenha que recorrer à respiração intermédia (Abbadie 1977).
Acompanha espontaneamente uma música, batendo regularmente uma cadência, ou acompanhando com o bater de um lápis na mesa, ou ainda, marchando na sal de aula. Consegue também reproduzir estruturas rítmicas simples com mais de três elementos (Fraisse 1972).
Conseguem ecoar vocalmente o ritmo em palavras, assim como bater palmas representando fielmente o ritmo padrão depois da sua vocalização etc (Rainbow 1981).
43% das crianças demonstram compreender o conceito de escala, enquanto que 36 % demonstram antes compreender melhor o contexto melódico (Scott 1979).
4 ANOS
A criança ainda não tem uma noção consciente da simultaneidade sonora. Assim como, ainda confunde a intensidade com velocidade, mas já consegue distinguir o mais lento do mais rápido e, apenas faz um acompanhamento intuitivo, ou seja, em perceber conscientemente os tempos nem os reproduzir intelectualmente (Piaget 1975).
Adora explorar o universo sonoro e, já consegue cantar canções comuns, assim como identifica melodias simples e de as dramatizar. Começa a ter um maior controlo da sua voz e tem prazer em participar jogos cantados, se bem que simples (Gesell 1940).
Começa a gostar de cantar para os outros, ao mesmo tempo que aumento o seu repertório, assim como já reconhece todos os sons de uma oitava e, muitas das vezes já canta já dentro do tom (Teplov 1969).
Possui capacidades para que possa já praticar o canto coral monódico. A sua voz já alcança mais notas do que até aqui e, simplesmente ama a música. Uma vez que já possui uma sensibilidade musical bem formada, poderá desta feita, reconhecer e imitar canções com alguma facilidade (Abbadie, 1977; Souriau, 1962).
Se a música for vivenciada e praticada activamente, ou seja, cantada em uníssono, acompanhada por palmas ou com instrumentos rítmicos, as capacidades de reconhecimento da mesma num contexto musical diferente, são bem mais facilitadores a esta tarefa (Pflederer 1964).
5 ANOS
Consegue reconhecer o Dó no meio dos restantes sons musicais, assim como notas executadas no piano (Teplov 1969).
Consegue cantar a duas vozes e já é dona de uma sensibilidade musical própria (Souriau 1962).
Gosta de ter um repertório extenso. Já consegue cantar dentro de tom. Está em condições de sincronizar correctamente movimentos, dançar e executar batimentos corporais em conformidade com a música e o ritmo que lhe são expostos (Gesell 1946).
Com instrumentos rítmicos e melódicos para efectuarem experiências a nível de composição, as crianças de 5 anos de idade conseguiram executar sequências diatónicas e tonalidades cromáticas nos xilofones (compreendendo os conceitos de escala), enquanto que os de 4 anos de idade tocavam sons ao acaso (Miller 1986).
6 ANOS
Consegue coordenar o tempo, para que o possa relacionar nas devidas proporções com outros sons e outras unidades de tempo (Piaget 1975).
É capaz de manter frases longas de algumas canções, sem usar a respiração intermédia - devido à sua capacidade torácica (Abbadie 1977).
É capaz de reproduzir e identificar melodias consideradas como simples (Gesell 1946).
É possuidor de uma capacidade de apreensão de um ritmo de 5 a 6 sons (Fraisse 1962).
É possuidor de um alto nível de percepção rítmica. Descrimina com alguma facilidade os sons em termos temporais. Tem relativa dificuldade em comparar elementos melódicos e harmónicos que se sucedam no tempo (Zenatti 1969).
7 ANOS
Já coordena sons simultâneos e sincronizar durações (Piaget 1975).
Interessa-se pelas aulas de música e gosta de instrumentos de percussão (Gesell 1946).
Já é capaz de cantar temas com frases longas (Abbadie 1977).
É capaz de reconhecer um simples esquema de tonalidade, assim como demonstra já capacidades de percepção claras sobre a obra polifónica - melhor nos graves (Zenatti 1969).
Começa a despertar para uma atitude de imaginação musical importante, gostando de interpretar em termos visuais e dramáticos as obras musicais que vai entendendo (Francès 1956).
Consegue sem dificuldade seguir os batimentos do metrónomo (Fraisse 1962).
8 ANOS
Tem prazer em tocar em duo, assim como fazer criações musicais e principalmente de ter assistência enquanto executa musicalmente algo (Gesell 1946).
É capaz de associar com facilidade durações (Piaget 1975).
Adquire uma noção individual de tempo (Fraisse 1967).
Está capaz de se aperceber melhor dos significados das variações de modo e das variações de tonalidade (Zenatti 1969).
9 ANOS
Adora ter o seu próprio instrumento. Está dedicado à prática musical, onde executa com prazer vários legatos e staccatos, assim como se interessa cada vez mais por compositores e pela música convencional (Gesell 1946).
Com facilidade domina as variações de tempo, assim como explora a música polifónica com mais precisão e tem agora uma maior percepção melódica. Identifica e discrimina imediatamente uma mudança no sistema tonal ou de uma mudança melódica (Zenatti 1969).
10 ANOS
Torna-se muito mais sensível à melodia e à multiplicidade das estruturas da mensagem musical, mas ao mesmo tempo torna-se mais inseguro no seu comportamento musical e é relutante nas respostas, se bem que estas estão agora mais controladas (Fraisse 1967).
Progride a olhos vistos, no que diz respeito à discriminação perceptiva das variações de tonalidade. Assim como melhora a percepção dos graves, agudos e do tema na polifonia (Zenatti1969). Já estabelece uma perfeita distinção entre cadência e meia cadência (Imberty 1989).
12 ANOS
Nesta fase consegue reproduzir estruturas rítmicas de 7 a 8 elementos (Fraisse 1967).
Fonte:http://www.filomusica.com/filo78/infancia.html
Imita o canto, mesmo que não atenda à altura ou aos tempos dos sons (Teplov 1969).
Consegue cantarolar sons únicos: como u-u-u-u-u, e-e-e-e, i-i-i-i, o-o-o-o, etc.
Respondem à música com movimentos repetitivos (balanceamentos corporais ou agitação de membros), não correspondendo propriamente à música, pois tratam-se única e simplesmente de ritmos próprios. Estes movimentos não estão ligados à música no essencial, mas sim no facto de eles começarem e acabarem, quando a música começa e quando ela acaba (Moog 1979).
As crianças nesta idade (4 a 6 meses) já conseguem nem que tenuemente distinguir ou detectar as diferenças entre um tom em algumas frases melódicas apresentadas.
6 MESES
Fase me que já começam a entender os sons e a produzi-los, se bem que não são ainda capazes de conseguir estabelecer uma relação de altura exacta de uma nota (Teplov (1969).
9 MESES
Associa o canto ou a expressão vocal a tudo o que faz.
Aparecem as primeiras expressões rítmico-musicias.
Ainda não é capaz que distinguir mais do que uma terceira menor.
Começa a acompanhar canções associadas aos batimentos corporais (bater pés, mãos, pernas, palmas etc.
1 ANO
Consegue imitar sons de animais, transportes, pessoas e outros (Teplov 1969).
Atreve-se normalmente a acompanhar ritmos com o corpo, assim como reage corporalmente à música que lhe aparece (Teplov, 1969; e Gesell, 1940).
Procura uma ligação bem estabelecida (sincronização) entre os sons e o movimento corporal (Francis 1956). Os ritmos mais fáceis de acompanhar são as canções de embalar (Francis 1956).
Pode a criança, nesta fase, cantar um pouco da canção, mesmo sem a perceber (Francis 1956).
Consegue ampliar o tempo, o tom e a intensidade da voz, assim como presta atenção a certos sons, como relógios, campainhas, despertadores etc. (Francis 1956)
2 ANOS
Com prazer imita sons de instrumentos e com facilidade vários sons do quotidiano (Francis 1956).
Reage abundantemente com reacções rítmico-corporais, assim como adora o ritmo pois estimula-a a cantar e reconhece algumas melodias (Francis 1956).
Têm desempenhos significativos em termos de execução instrumentos rítmicos (Francis 1956).
3 ANOS
É capaz de criar uma imagem mental dos sons dados por um instrumento, assim como consegue agrupar elementos sonoros idênticos (Zenatti 1969).
É detentora de um elevado desenvolvimento do senso rítmico e do ouvido melódico (Teplov 1969).
Consegue captar e praticá-la, se bem que canta nos graves e grita nos agudos (Souriau 1962).
Mesmo fora de tom consegue cantar por inteiro canções simples, assim como começa a coincidir tons simples, para além de já não se inibe tanto quando canta m grupo e, salta, caminha. Corre e pula em conformidade com a música e o seu ritmo (Gesell 1940).
A sua capacidade torácica ainda não lhe permite cantar grandes frases musicais, sem que tenham que tenha que recorrer à respiração intermédia (Abbadie 1977).
Acompanha espontaneamente uma música, batendo regularmente uma cadência, ou acompanhando com o bater de um lápis na mesa, ou ainda, marchando na sal de aula. Consegue também reproduzir estruturas rítmicas simples com mais de três elementos (Fraisse 1972).
Conseguem ecoar vocalmente o ritmo em palavras, assim como bater palmas representando fielmente o ritmo padrão depois da sua vocalização etc (Rainbow 1981).
43% das crianças demonstram compreender o conceito de escala, enquanto que 36 % demonstram antes compreender melhor o contexto melódico (Scott 1979).
4 ANOS
A criança ainda não tem uma noção consciente da simultaneidade sonora. Assim como, ainda confunde a intensidade com velocidade, mas já consegue distinguir o mais lento do mais rápido e, apenas faz um acompanhamento intuitivo, ou seja, em perceber conscientemente os tempos nem os reproduzir intelectualmente (Piaget 1975).
Adora explorar o universo sonoro e, já consegue cantar canções comuns, assim como identifica melodias simples e de as dramatizar. Começa a ter um maior controlo da sua voz e tem prazer em participar jogos cantados, se bem que simples (Gesell 1940).
Começa a gostar de cantar para os outros, ao mesmo tempo que aumento o seu repertório, assim como já reconhece todos os sons de uma oitava e, muitas das vezes já canta já dentro do tom (Teplov 1969).
Possui capacidades para que possa já praticar o canto coral monódico. A sua voz já alcança mais notas do que até aqui e, simplesmente ama a música. Uma vez que já possui uma sensibilidade musical bem formada, poderá desta feita, reconhecer e imitar canções com alguma facilidade (Abbadie, 1977; Souriau, 1962).
Se a música for vivenciada e praticada activamente, ou seja, cantada em uníssono, acompanhada por palmas ou com instrumentos rítmicos, as capacidades de reconhecimento da mesma num contexto musical diferente, são bem mais facilitadores a esta tarefa (Pflederer 1964).
5 ANOS
Consegue reconhecer o Dó no meio dos restantes sons musicais, assim como notas executadas no piano (Teplov 1969).
Consegue cantar a duas vozes e já é dona de uma sensibilidade musical própria (Souriau 1962).
Gosta de ter um repertório extenso. Já consegue cantar dentro de tom. Está em condições de sincronizar correctamente movimentos, dançar e executar batimentos corporais em conformidade com a música e o ritmo que lhe são expostos (Gesell 1946).
Com instrumentos rítmicos e melódicos para efectuarem experiências a nível de composição, as crianças de 5 anos de idade conseguiram executar sequências diatónicas e tonalidades cromáticas nos xilofones (compreendendo os conceitos de escala), enquanto que os de 4 anos de idade tocavam sons ao acaso (Miller 1986).
6 ANOS
Consegue coordenar o tempo, para que o possa relacionar nas devidas proporções com outros sons e outras unidades de tempo (Piaget 1975).
É capaz de manter frases longas de algumas canções, sem usar a respiração intermédia - devido à sua capacidade torácica (Abbadie 1977).
É capaz de reproduzir e identificar melodias consideradas como simples (Gesell 1946).
É possuidor de uma capacidade de apreensão de um ritmo de 5 a 6 sons (Fraisse 1962).
É possuidor de um alto nível de percepção rítmica. Descrimina com alguma facilidade os sons em termos temporais. Tem relativa dificuldade em comparar elementos melódicos e harmónicos que se sucedam no tempo (Zenatti 1969).
7 ANOS
Já coordena sons simultâneos e sincronizar durações (Piaget 1975).
Interessa-se pelas aulas de música e gosta de instrumentos de percussão (Gesell 1946).
Já é capaz de cantar temas com frases longas (Abbadie 1977).
É capaz de reconhecer um simples esquema de tonalidade, assim como demonstra já capacidades de percepção claras sobre a obra polifónica - melhor nos graves (Zenatti 1969).
Começa a despertar para uma atitude de imaginação musical importante, gostando de interpretar em termos visuais e dramáticos as obras musicais que vai entendendo (Francès 1956).
Consegue sem dificuldade seguir os batimentos do metrónomo (Fraisse 1962).
8 ANOS
Tem prazer em tocar em duo, assim como fazer criações musicais e principalmente de ter assistência enquanto executa musicalmente algo (Gesell 1946).
É capaz de associar com facilidade durações (Piaget 1975).
Adquire uma noção individual de tempo (Fraisse 1967).
Está capaz de se aperceber melhor dos significados das variações de modo e das variações de tonalidade (Zenatti 1969).
9 ANOS
Adora ter o seu próprio instrumento. Está dedicado à prática musical, onde executa com prazer vários legatos e staccatos, assim como se interessa cada vez mais por compositores e pela música convencional (Gesell 1946).
Com facilidade domina as variações de tempo, assim como explora a música polifónica com mais precisão e tem agora uma maior percepção melódica. Identifica e discrimina imediatamente uma mudança no sistema tonal ou de uma mudança melódica (Zenatti 1969).
10 ANOS
Torna-se muito mais sensível à melodia e à multiplicidade das estruturas da mensagem musical, mas ao mesmo tempo torna-se mais inseguro no seu comportamento musical e é relutante nas respostas, se bem que estas estão agora mais controladas (Fraisse 1967).
Progride a olhos vistos, no que diz respeito à discriminação perceptiva das variações de tonalidade. Assim como melhora a percepção dos graves, agudos e do tema na polifonia (Zenatti1969). Já estabelece uma perfeita distinção entre cadência e meia cadência (Imberty 1989).
12 ANOS
Nesta fase consegue reproduzir estruturas rítmicas de 7 a 8 elementos (Fraisse 1967).
Fonte:http://www.filomusica.com/filo78/infancia.html
•·.·´¯`·.·•Malefícios do Som Alto •·.·´¯`·.·•
Qualquer coisa, em falta ou excesso, nos faz mal. Se tomarmos pouca água, corremos o risco de desidratação. Se ao contrário exagerarmos o consumo de água, os rins terão sobrecarga de trabalho e, em casos extremos, poderão entrar em falência.
Com o som não é diferente. Se o silêncio extremo nos dá uma sensação de vazio, de solidão, o som alto pode causar diversos danos. Vez ou outra saem reportagens na imprensa destacando essa situação. Desta vez, o jornal A Gazeta de 24 de Setembro de 2006 destacou o assunto. Vamos à reportagem:
"Cuidado: o barulho pode causar dependência - Altos decibéis causam a liberação de certas substâncias em nosso corpo.
A vida moderna trouxe uma série de comodidades, com equipamentos que refrescam o ambiente, trazem informações novas num piscar dos olhos e alimentam a alma com música em qualquer lugar. Mas o conforto tem seu preço e, por isso, o homem pós-moderno tem sofrido com os efeitos do barulho em excesso.
Presentes em todos os lugares, incluindo na nossa casa, os decibéis de aparelhos de TV, de som e de uma série de eletrodomésticos, além da zoeira da rua, podem causar dependência e trazer a reboque uma série de males, incluindo, além da perda auditiva, distúrbios do sono, problemas mentais e emocionais(...).
A constatação de que o barulho vicia partiu de cientistas mineiros. Eles descobriram, recentemente, que assim como o chocolate e os exercícios físicos, barulhos podem causar dependência física em algumas pessoas. A explicação, nesse caso, está no fato de os altos decibéis causarem a liberação de determinadas substâncias em nosso organismo.
A descoberta (...) demonstrou que ruídos acima de 55 decibéis, o nível de uma conversa normal, por exemplo, aumentam a produção do neurotransmissor noradrenalina, responsável por uma espécie de regulagem das emoções.
Já a partir de 80 decibéis, tem início a liberação de endorfina, um analgésico natural que suprime a dor e a punição que a pessoa sofre, sendo, dessa forma, condicionante de comportamento.
No time dos dependentes, os que gostam de música em alto e bom som são os mais suscetíveis. Esse é o caso do jovem (...) de 15 anos. "Gosto do som alto porque dá uma sensação boa", dis ele, que aprecia vários estilos, em altos decibéis (...). O jovem não consegue ficar livre das músicas, seja na balada, seja em casa.
O consultor (...) da área de acústica (...) diz que, com os altos volumes, o corpo se prepara para a defesa e há descarga de substâncias que causam excitação. "A pessoa sente excitação ou também pode ficar irritada, mas ninguém fica passivo diante de sons muito altos", explicou.
Jovens que vivem plugados se encaixam no perfil dos "viciados" - Ouvir música no MP3 durante os estudos virou mania entre os adolescentes.
O jovem (...) de 17 anos já esteve no consultório do otorrinolaringologista, especialista na saúde do ouvido. O motivo: apesar da pouca idade, já começou a sentir os efeitos da poluição sonora e começou a apresentar dificuldades na audição.
O vilão que tem afetado a saúde auditiva do jovem virou febre entre os adolescentes: os aparelhos de MP3, versão moderna dos antigos walkmans. "Quando sento no fundo da sala, sinto dificuldades em ouvir o professor", explicou o jovem.
Apesar disso, as recomendações médicas não têm sido levadas a sério pelo rapaz. "eu gosto de ouvir música muito alto, não tem jeito. Eu sei que tinha que parar, mas gosto mesmo de barulho".
Já os amigos (....) de 17 anos, que se preparam para o vestibular, ouvem música no MP3 enquanto fazem os exercícios. Segundo eles, uma música de fundo aumenta a concentração. "O som da música anula os outros sons do ambiente e, assim, é possível se concentrar mais". (...) "Em casa, coloco som alto para descansar, Ajuda a relaxar". (...) O jovem pode se encaixar no perfil de pessoas que, segundo os pesquisadores, acabam viciadas em barulho.
Ruído social pode causar perda auditiva - Sons de boate, de restaurantes e da televisão não deixam o ouvido descansar.
Além dos barulhos a que estamos expostos durante o tempo de trabalho, os pesquisadores alertam para o perigo do ruído social, conceito usado para definir os sons que nos afetam em casa ou na rua.
(...) testes mostraram que os sons de boates, restaurantes e até mesmo o da televisão, quando ultrapassam os 70 decibéis, em 24 horas, tornam as pessoas suscetíveis a perdas auditivas. "O grande problema do ruído social é que ele não deixa o ouvido descansar", explicou.
Em caso do barulho fora do horário de trabalho, os cidadãos contam com a atuação do Disque-Silêncio, que realiza medições dos decibéis.
(...) as fontes de ruído, sejam residências ou comércios, são notificadas a respeitar a lei do silêncio. Em caso de reincidência, são emitidas multas que podem chegar a até R$ 15 mil.
Conforme a lei, em área residencial é permitido emissões de até 55 decibéis durante o dia, e de 50 depois das 18 horas”.
Fonte: http://www.somaovivo.mus.br/artigos.php?id=77
Com o som não é diferente. Se o silêncio extremo nos dá uma sensação de vazio, de solidão, o som alto pode causar diversos danos. Vez ou outra saem reportagens na imprensa destacando essa situação. Desta vez, o jornal A Gazeta de 24 de Setembro de 2006 destacou o assunto. Vamos à reportagem:
"Cuidado: o barulho pode causar dependência - Altos decibéis causam a liberação de certas substâncias em nosso corpo.
A vida moderna trouxe uma série de comodidades, com equipamentos que refrescam o ambiente, trazem informações novas num piscar dos olhos e alimentam a alma com música em qualquer lugar. Mas o conforto tem seu preço e, por isso, o homem pós-moderno tem sofrido com os efeitos do barulho em excesso.
Presentes em todos os lugares, incluindo na nossa casa, os decibéis de aparelhos de TV, de som e de uma série de eletrodomésticos, além da zoeira da rua, podem causar dependência e trazer a reboque uma série de males, incluindo, além da perda auditiva, distúrbios do sono, problemas mentais e emocionais(...).
A constatação de que o barulho vicia partiu de cientistas mineiros. Eles descobriram, recentemente, que assim como o chocolate e os exercícios físicos, barulhos podem causar dependência física em algumas pessoas. A explicação, nesse caso, está no fato de os altos decibéis causarem a liberação de determinadas substâncias em nosso organismo.
A descoberta (...) demonstrou que ruídos acima de 55 decibéis, o nível de uma conversa normal, por exemplo, aumentam a produção do neurotransmissor noradrenalina, responsável por uma espécie de regulagem das emoções.
Já a partir de 80 decibéis, tem início a liberação de endorfina, um analgésico natural que suprime a dor e a punição que a pessoa sofre, sendo, dessa forma, condicionante de comportamento.
No time dos dependentes, os que gostam de música em alto e bom som são os mais suscetíveis. Esse é o caso do jovem (...) de 15 anos. "Gosto do som alto porque dá uma sensação boa", dis ele, que aprecia vários estilos, em altos decibéis (...). O jovem não consegue ficar livre das músicas, seja na balada, seja em casa.
O consultor (...) da área de acústica (...) diz que, com os altos volumes, o corpo se prepara para a defesa e há descarga de substâncias que causam excitação. "A pessoa sente excitação ou também pode ficar irritada, mas ninguém fica passivo diante de sons muito altos", explicou.
Jovens que vivem plugados se encaixam no perfil dos "viciados" - Ouvir música no MP3 durante os estudos virou mania entre os adolescentes.
O jovem (...) de 17 anos já esteve no consultório do otorrinolaringologista, especialista na saúde do ouvido. O motivo: apesar da pouca idade, já começou a sentir os efeitos da poluição sonora e começou a apresentar dificuldades na audição.
O vilão que tem afetado a saúde auditiva do jovem virou febre entre os adolescentes: os aparelhos de MP3, versão moderna dos antigos walkmans. "Quando sento no fundo da sala, sinto dificuldades em ouvir o professor", explicou o jovem.
Apesar disso, as recomendações médicas não têm sido levadas a sério pelo rapaz. "eu gosto de ouvir música muito alto, não tem jeito. Eu sei que tinha que parar, mas gosto mesmo de barulho".
Já os amigos (....) de 17 anos, que se preparam para o vestibular, ouvem música no MP3 enquanto fazem os exercícios. Segundo eles, uma música de fundo aumenta a concentração. "O som da música anula os outros sons do ambiente e, assim, é possível se concentrar mais". (...) "Em casa, coloco som alto para descansar, Ajuda a relaxar". (...) O jovem pode se encaixar no perfil de pessoas que, segundo os pesquisadores, acabam viciadas em barulho.
Ruído social pode causar perda auditiva - Sons de boate, de restaurantes e da televisão não deixam o ouvido descansar.
Além dos barulhos a que estamos expostos durante o tempo de trabalho, os pesquisadores alertam para o perigo do ruído social, conceito usado para definir os sons que nos afetam em casa ou na rua.
(...) testes mostraram que os sons de boates, restaurantes e até mesmo o da televisão, quando ultrapassam os 70 decibéis, em 24 horas, tornam as pessoas suscetíveis a perdas auditivas. "O grande problema do ruído social é que ele não deixa o ouvido descansar", explicou.
Em caso do barulho fora do horário de trabalho, os cidadãos contam com a atuação do Disque-Silêncio, que realiza medições dos decibéis.
(...) as fontes de ruído, sejam residências ou comércios, são notificadas a respeitar a lei do silêncio. Em caso de reincidência, são emitidas multas que podem chegar a até R$ 15 mil.
Conforme a lei, em área residencial é permitido emissões de até 55 decibéis durante o dia, e de 50 depois das 18 horas”.
Fonte: http://www.somaovivo.mus.br/artigos.php?id=77
••·.·´¯`·Musicoterapia ou Terapia pela Música·´¯`·.·••
A música como arte que ensina a cantar, tocar e a combinar os sons de uma forma agradável faz parte da vida do ser humano independentemente da sua idade, sexo, da sua cultura ou das suas capacidades.
Na criança e no jovem a música desempenha um papel de extrema importância para um desenvolvimento pessoal e social mais harmonioso e equilibrado.
A música integrada no currículo do aluno e aliada às restantes áreas escolares contribuirá para uma aprendizagem de maior qualidade. Desenvolvendo a capacidade de expressão oral, a auto-estima, a segurança, a imaginação, a capacidade criadora, a capacidade de expressão corporal, a motricidade, a socialização, assim como outros conhecimentos e conceitos relacionados com a educação musical.
A educação especial, a socialização, a psiquiatria e a psicologia são apenas algumas das áreas de intervenção da musicoterapia, através da utilização da música e/ou dos seus elementos, tais como: som, ritmo, melodia, harmonia, entre outros.
Um professor/educador poderá utilizar a musicoterapia ou a expressão e educação musical com um ou mais alunos, num processo para facilitar e promover a aprendizagem, a expressão, a comunicação, a socialização, a organização, assim como outros objectivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.
A musicoterapia pode ser utilizada no controle de problemas somáticos, como a dor ou a reabilitação de acidentes vasculares cerebrais ou lesões traumáticas. Também se utiliza para melhorar a coordenação motora no trabalho com idosos, com crianças ou jovens com deficiências neurológicas, com pessoas cegas ou surdas, com doentes de Parkinson, etc.
Pode ainda ser utilizada no acompanhamento às mães durante à gravidez, na estimulação com bebés, com deficientes mentais e sensoriais, com crianças ou jovens que apresentem problemas comportamentais, com deficientes físicos, entre outras.
Na sala de aula a música poderá desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento dos alunos. O professor/educador poderá implementar a expressão e educação musical através da utilização de diversas estratégias, tais como: manusear/explorar de instrumentos (como por exemplo: tambores, ferrinhos, pandeiretas, etc.), ouvir e entoar canções, dançar, criar melodias, trabalho individual e de grupo, construção de instrumentos musicais, entre outras.
A música presente no dia a dia do ser humano será um contributo de grande importância para o seu desenvolvimento físico, intelectual e social, proporcionando-lhe uma melhor qualidade de vida.
Autoria: Pedro Santos (Professor)
Fonte:http://edif.blogs.sapo.pt/2006/07/
Na criança e no jovem a música desempenha um papel de extrema importância para um desenvolvimento pessoal e social mais harmonioso e equilibrado.
A música integrada no currículo do aluno e aliada às restantes áreas escolares contribuirá para uma aprendizagem de maior qualidade. Desenvolvendo a capacidade de expressão oral, a auto-estima, a segurança, a imaginação, a capacidade criadora, a capacidade de expressão corporal, a motricidade, a socialização, assim como outros conhecimentos e conceitos relacionados com a educação musical.
A educação especial, a socialização, a psiquiatria e a psicologia são apenas algumas das áreas de intervenção da musicoterapia, através da utilização da música e/ou dos seus elementos, tais como: som, ritmo, melodia, harmonia, entre outros.
Um professor/educador poderá utilizar a musicoterapia ou a expressão e educação musical com um ou mais alunos, num processo para facilitar e promover a aprendizagem, a expressão, a comunicação, a socialização, a organização, assim como outros objectivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.
A musicoterapia pode ser utilizada no controle de problemas somáticos, como a dor ou a reabilitação de acidentes vasculares cerebrais ou lesões traumáticas. Também se utiliza para melhorar a coordenação motora no trabalho com idosos, com crianças ou jovens com deficiências neurológicas, com pessoas cegas ou surdas, com doentes de Parkinson, etc.
Pode ainda ser utilizada no acompanhamento às mães durante à gravidez, na estimulação com bebés, com deficientes mentais e sensoriais, com crianças ou jovens que apresentem problemas comportamentais, com deficientes físicos, entre outras.
Na sala de aula a música poderá desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento dos alunos. O professor/educador poderá implementar a expressão e educação musical através da utilização de diversas estratégias, tais como: manusear/explorar de instrumentos (como por exemplo: tambores, ferrinhos, pandeiretas, etc.), ouvir e entoar canções, dançar, criar melodias, trabalho individual e de grupo, construção de instrumentos musicais, entre outras.
A música presente no dia a dia do ser humano será um contributo de grande importância para o seu desenvolvimento físico, intelectual e social, proporcionando-lhe uma melhor qualidade de vida.
Autoria: Pedro Santos (Professor)
Fonte:http://edif.blogs.sapo.pt/2006/07/
••·.·´¯`·.·••Musicoterapia••·.·´¯`·.·••
Toda pessoa tem um ritmo interior, uma identidade sonora que a diferencia das outras. Identificá-lo e equilibrá-lo são procedimentos da musicoterapia, alternativa usada principalmente no trabalho com crianças com deficiência mental
Conta a história que dois mil anos antes de Cristo, quando o imperador da China queria saber como andavam as coisas em suas províncias, ele convocava os músicos de cada uma delas para tocar para ele. E, de acordo com a música que vinha embalando seu povo, o imperador sabia se elas estavam indo bem ou mal. Em tempos de Internet, quando esse recurso não se faz mais necessário, paralelamente aos avanços tecnológicos, cresce a aceitação de terapias alternativas, que valorizam o lado emocional do indivíduo. A musicoterapia, considerada uma ciência paramédica que estuda a relação do homem com o som/música, é uma delas. "A influência fisiológica e psicológica do som no cérebro traz inúmeros benefícios à pessoa", afirma Maristela Pires da Cruz Smith, presidente da Apemesp (Associação dos Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo).
Musicoterapeuta, educadora artística com habilitação em música e mestre em Psicologia Social, Maristela afirma que a música por si só é terapêutica. Segundo ela, o benefício mais comum e mais facilmente percebido é a sensação de relaxamento, de bem-estar. "Todas as pessoas têm uma identidade sonora, um ritmo pulsando em seu interior, conseqüência dos inúmeros sons recebidos por nós. A musicoterapia, através da pesquisa sobre a vida e o ambiente ao qual está inserido o paciente, busca identificar e equilibrar seu ritmo interno, para possibilitar uma melhora", explica. "Um bom exemplo é o que ocorre com crianças hiperativas, em geral com um ritmo interno bastante acelerado. Primeiramente, elas são tratadas com músicas em seu próprio ritmo, para depois, lentamente, ir buscando equilibrar esse som", explica Maristela. "Assim como em qualquer outro método terapêutico, não há prazo determinado para o tratamento, que vai depender da resposta do paciente", ressalta.
Gama de aplicações - Entre as inúmeras aplicações da musicoterapia, destaca-se o trabalho com pacientes portadores de deficiências físicas, como paralisia e distrofia muscular progressiva. As deficiências sensoriais (visual e auditiva) e as síndromes genéticas (Down, Turner e Rett) também contam com essa opção como tratamento complementar. Distúrbios neurológicos (lesões cerebrais, dislexias, disfonias, entre outros) e doenças mentais, como esquizofrenia, autismo infantil, depressões e distúrbio obsessivo compulsivo também podem se beneficiar com essa terapêutica. "A musicoterapia pode ser aplicada desde a vida intra-uterina, pois pesquisas provaram que o feto reage ao som e, por ser estimulado desde cedo, nasce com maior capacidade de desenvolver seu potencial", afirma Maristela.
As principais pesquisas sobre musicoterapia têm sido feitas em países como Estados Unidos, França, Alemanha, Noruega, Inglaterra, Itália e Argentina, onde o uso terapêutico da música é amplamente difundido. No Brasil, nos últimos dois anos, os benefícios dessa terapia têm sido mais amplamente aceitos por fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos. Sua aplicação tem ocorrido principalmente em entidades que trabalham com crianças portadoras de deficiência mental, como a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Barueri. "Esse trabalho começou a ser realizado por uma de nossas fisioterapeutas com crianças portadoras de deficiência mental, visual e auditiva. Os resultados foram animadores. Por isso, também vamos passar a utilizar a música em trabalhos com fonoaudiólogos", ressalta Giovanna Aparecida de Carvalho Sales, diretora da entidade. "A música relaxa e tranqüiliza as crianças. Vamos usar os recursos da musicoterapia para trabalhar os processos de linguagem. A percepção corporal através da dança também fará parte do processo terapêutico. Com isso, a criança passa a ter contato consigo mesma e com o outro, é uma forma de integrá-la ao meio", acrescenta a fonoaudióloga Adriana F. de Souza Aquino, uma das responsáveis pela elaboração do projeto.
Na educação, a musicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento psicopedagógico e em dinâmica de grupo em sala de aula. É o que vem ocorrendo com os alunos da Escola Municipal de Educação Especial de Barueri, voltada para a alfabetização de crianças e adolescentes com deficiência mental leve e moderada. Desde o início deste ano, a disciplina Educação Musical passou a contar com recursos de musicoterapia. "Procuro sociabilizar o grupo através da música. A resposta das crianças é uma coisa incrível. Dentro de suas capacidades, elas cantam e dançam", explica Fernanda Rodrigues dos Santos, formada em Educação Artística, com habilitação em música, e pós-graduada em Musicoterapia.
Segundo os especialistas, a musicoterapia já vem se popularizando também como alternativa terapêutica em tratamento de estresse. A psicoterapeuta Adelina Rennó utiliza os recursos da musicoterapia por meio do canto no processo terapêutico de seus clientes. "Trabalho a voz como expressão da personalidade. É através dela que mostramos quem somos ou, muitas vezes, escondemos quem somos verdadeiramente", afirma. Doutora em psicologia e também com formação musical, Adelina foi buscar especialização para desenvolver o trabalho de cantoterapia na Alemanha. "Dependendo da indicação, trabalho com uma ou com outra medida terapêutica. Há casos em que utilizo os recursos das duas, já que acredito tratar-se de processos terapêuticos complementares", encerra.
Em busca da cura - Além da utilização da música como processo terapêutico, há correntes de estudiosos no assunto que voltam seus interesses para a ação curativa de determinado som. No livro O Poder Terapêutico da Música, do norte-americano Randall McClellan, o autor trata os efeitos da música sobre o indivíduo como um todo. Segundo ele, "toda música pode alterar de algum modo nosso estado de consciência. O que não foi ainda determinado é que tipo de música afeta nossa consciência e de que modo e, particularmente, que tipo de música é mais útil para provocar os estados mais desejáveis para fins de cura". As indagações de McClellan, doutor em Filosofia em Composições Musicais pela Eastman School of Music e também graduado no Cincinnati College Conservatory of Music, têm sido temas de inúmeras pesquisas realizadas principalmente nos Estados Unidos.
No Brasil, o interesse pelo assunto não é menor. Segundo levantamento realizado pela Apemesp, o país conta com cerca de 1500 profissionais com formação em musicoterapia. Mas isso ainda não se traduziu em investimentos e pesquisas sobre o tema.
A falta de dados também incomoda Luiz Roberto Perez, maestro formado pela Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo) e incansável estudioso do tema. "Os efeitos da música sobre nosso equilíbrio emocional e nossos órgãos são notórios. Além do poder de cura, ela também reforça o organismo a agir contra as doenças. Mas para chegarmos a essas informações teríamos de ter pessoas empenhadas nisso, e infelizmente não temos", ressalta.
À frente do coral que montou no bairro - na Igreja Bom Pastor -, o maestro não deixa de trabalhar os recursos da musicoterapia com seu grupo. "Junto do trabalho de voz, aplico alguns dos recursos da musicoterapia, voltados para o relaxamento e a auto-estima. A boa música terá sempre um cunho benéfico", diz Luiz, para quem o maior exemplo disso é o canto gregoriano. "Esta música nos transporta para uma outra dimensão, quando ficamos próximos de uma entidade superior. E isto sempre faz enorme bem", encerra.
"...cada vez que uma peça musical é tocada renasce para uma vida de algum modo nova, e a cada vez que se rende ao silêncio ela morre outra morte. E a cada vez que ouvimos uma peça musical, nos erguemos e morremos de novo com ela: pois a nossa música, tal como nós mesmos, é mortal e morre no final, sempre à espera do renascimento." (Robert Meagher (filósofo).
Conta a história que dois mil anos antes de Cristo, quando o imperador da China queria saber como andavam as coisas em suas províncias, ele convocava os músicos de cada uma delas para tocar para ele. E, de acordo com a música que vinha embalando seu povo, o imperador sabia se elas estavam indo bem ou mal. Em tempos de Internet, quando esse recurso não se faz mais necessário, paralelamente aos avanços tecnológicos, cresce a aceitação de terapias alternativas, que valorizam o lado emocional do indivíduo. A musicoterapia, considerada uma ciência paramédica que estuda a relação do homem com o som/música, é uma delas. "A influência fisiológica e psicológica do som no cérebro traz inúmeros benefícios à pessoa", afirma Maristela Pires da Cruz Smith, presidente da Apemesp (Associação dos Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo).
Musicoterapeuta, educadora artística com habilitação em música e mestre em Psicologia Social, Maristela afirma que a música por si só é terapêutica. Segundo ela, o benefício mais comum e mais facilmente percebido é a sensação de relaxamento, de bem-estar. "Todas as pessoas têm uma identidade sonora, um ritmo pulsando em seu interior, conseqüência dos inúmeros sons recebidos por nós. A musicoterapia, através da pesquisa sobre a vida e o ambiente ao qual está inserido o paciente, busca identificar e equilibrar seu ritmo interno, para possibilitar uma melhora", explica. "Um bom exemplo é o que ocorre com crianças hiperativas, em geral com um ritmo interno bastante acelerado. Primeiramente, elas são tratadas com músicas em seu próprio ritmo, para depois, lentamente, ir buscando equilibrar esse som", explica Maristela. "Assim como em qualquer outro método terapêutico, não há prazo determinado para o tratamento, que vai depender da resposta do paciente", ressalta.
Gama de aplicações - Entre as inúmeras aplicações da musicoterapia, destaca-se o trabalho com pacientes portadores de deficiências físicas, como paralisia e distrofia muscular progressiva. As deficiências sensoriais (visual e auditiva) e as síndromes genéticas (Down, Turner e Rett) também contam com essa opção como tratamento complementar. Distúrbios neurológicos (lesões cerebrais, dislexias, disfonias, entre outros) e doenças mentais, como esquizofrenia, autismo infantil, depressões e distúrbio obsessivo compulsivo também podem se beneficiar com essa terapêutica. "A musicoterapia pode ser aplicada desde a vida intra-uterina, pois pesquisas provaram que o feto reage ao som e, por ser estimulado desde cedo, nasce com maior capacidade de desenvolver seu potencial", afirma Maristela.
As principais pesquisas sobre musicoterapia têm sido feitas em países como Estados Unidos, França, Alemanha, Noruega, Inglaterra, Itália e Argentina, onde o uso terapêutico da música é amplamente difundido. No Brasil, nos últimos dois anos, os benefícios dessa terapia têm sido mais amplamente aceitos por fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos. Sua aplicação tem ocorrido principalmente em entidades que trabalham com crianças portadoras de deficiência mental, como a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Barueri. "Esse trabalho começou a ser realizado por uma de nossas fisioterapeutas com crianças portadoras de deficiência mental, visual e auditiva. Os resultados foram animadores. Por isso, também vamos passar a utilizar a música em trabalhos com fonoaudiólogos", ressalta Giovanna Aparecida de Carvalho Sales, diretora da entidade. "A música relaxa e tranqüiliza as crianças. Vamos usar os recursos da musicoterapia para trabalhar os processos de linguagem. A percepção corporal através da dança também fará parte do processo terapêutico. Com isso, a criança passa a ter contato consigo mesma e com o outro, é uma forma de integrá-la ao meio", acrescenta a fonoaudióloga Adriana F. de Souza Aquino, uma das responsáveis pela elaboração do projeto.
Na educação, a musicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento psicopedagógico e em dinâmica de grupo em sala de aula. É o que vem ocorrendo com os alunos da Escola Municipal de Educação Especial de Barueri, voltada para a alfabetização de crianças e adolescentes com deficiência mental leve e moderada. Desde o início deste ano, a disciplina Educação Musical passou a contar com recursos de musicoterapia. "Procuro sociabilizar o grupo através da música. A resposta das crianças é uma coisa incrível. Dentro de suas capacidades, elas cantam e dançam", explica Fernanda Rodrigues dos Santos, formada em Educação Artística, com habilitação em música, e pós-graduada em Musicoterapia.
Segundo os especialistas, a musicoterapia já vem se popularizando também como alternativa terapêutica em tratamento de estresse. A psicoterapeuta Adelina Rennó utiliza os recursos da musicoterapia por meio do canto no processo terapêutico de seus clientes. "Trabalho a voz como expressão da personalidade. É através dela que mostramos quem somos ou, muitas vezes, escondemos quem somos verdadeiramente", afirma. Doutora em psicologia e também com formação musical, Adelina foi buscar especialização para desenvolver o trabalho de cantoterapia na Alemanha. "Dependendo da indicação, trabalho com uma ou com outra medida terapêutica. Há casos em que utilizo os recursos das duas, já que acredito tratar-se de processos terapêuticos complementares", encerra.
Em busca da cura - Além da utilização da música como processo terapêutico, há correntes de estudiosos no assunto que voltam seus interesses para a ação curativa de determinado som. No livro O Poder Terapêutico da Música, do norte-americano Randall McClellan, o autor trata os efeitos da música sobre o indivíduo como um todo. Segundo ele, "toda música pode alterar de algum modo nosso estado de consciência. O que não foi ainda determinado é que tipo de música afeta nossa consciência e de que modo e, particularmente, que tipo de música é mais útil para provocar os estados mais desejáveis para fins de cura". As indagações de McClellan, doutor em Filosofia em Composições Musicais pela Eastman School of Music e também graduado no Cincinnati College Conservatory of Music, têm sido temas de inúmeras pesquisas realizadas principalmente nos Estados Unidos.
No Brasil, o interesse pelo assunto não é menor. Segundo levantamento realizado pela Apemesp, o país conta com cerca de 1500 profissionais com formação em musicoterapia. Mas isso ainda não se traduziu em investimentos e pesquisas sobre o tema.
A falta de dados também incomoda Luiz Roberto Perez, maestro formado pela Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo) e incansável estudioso do tema. "Os efeitos da música sobre nosso equilíbrio emocional e nossos órgãos são notórios. Além do poder de cura, ela também reforça o organismo a agir contra as doenças. Mas para chegarmos a essas informações teríamos de ter pessoas empenhadas nisso, e infelizmente não temos", ressalta.
À frente do coral que montou no bairro - na Igreja Bom Pastor -, o maestro não deixa de trabalhar os recursos da musicoterapia com seu grupo. "Junto do trabalho de voz, aplico alguns dos recursos da musicoterapia, voltados para o relaxamento e a auto-estima. A boa música terá sempre um cunho benéfico", diz Luiz, para quem o maior exemplo disso é o canto gregoriano. "Esta música nos transporta para uma outra dimensão, quando ficamos próximos de uma entidade superior. E isto sempre faz enorme bem", encerra.
"...cada vez que uma peça musical é tocada renasce para uma vida de algum modo nova, e a cada vez que se rende ao silêncio ela morre outra morte. E a cada vez que ouvimos uma peça musical, nos erguemos e morremos de novo com ela: pois a nossa música, tal como nós mesmos, é mortal e morre no final, sempre à espera do renascimento." (Robert Meagher (filósofo).
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